sexta-feira, 20 de maio de 2016

PERDA DE AUDIÇÃO: OS SINAIS DE ALARME

Conheça os principais sinais associados à perda de audição e aconselhe-se com um especialista
 
Sabia que apesar de a perda de audição ser uma situação muito frequente, temos mais facilidade em detectá-la nos outros do que em nós próprios? Por isso, é importante saber reconhecer os sinais de alarme para que o problema possa ser diagnosticado e tratado precocemente.

Perda de audição progressiva: os sinais de alarme
Segundo o National Institute on Deafness and Other Communication Disorders (EUA), o NHS Choices (Reino Unido) e a Mayo Clinic (EUA), os sinais de alarme mais comuns que alertam para a perda de audição progressiva no adulto são:
  • Dificuldade em ouvir o que lhe dizem ao telefone
  • Não ouvir a campainha da porta
  • Achar que os sons estão "abafados"
  • Ter de esforçar-se para perceber uma conversa
  • Pedir frequentemente para as pessoas repetirem o que estão a dizer ou para falarem mais alto, mais devagar e de forma mais clara
  • Dificuldades de concentração em reuniões, conversas com mais de um interlocutor ou em locais públicos em que exista barulho de fundo
  • Os seus familiares queixarem-se que o som da televisão, aparelhagem ou o toque do seu telemóvel está sempre muito alto

Consulte um especialista
É importante estar atento aos sinais de alarme e consultar um otorrinolaringologista se sente que a perda de audição está a interferir nas suas actividades diárias, deixando de participar em conversas e começando a evitar eventos sociais por ter dificuldade em perceber o que as pessoas dizem. De acordo com a Mayo Clinic, a perda de audição tem um impacto significativo na nossa qualidade de vida, podendo gerar ansiedade e a sensação (errada) de que os outros estão zangados connosco e conduzir mesmo a estados de depressão.

Diagnóstico e tratamentos
O otorrinolaringologista poderá diagnosticar o seu problema através de exames complementares que serão pedidos de acordo com a sua situação clínica (audiometria, otoemissões acústicas, impedancimetria, potenciais evocados, entre outros exames) e aconselhá-lo em relação ao tratamento mais adequado consoante a causa da perda de audição e o grau desta. O tratamento pode ir desde os procedimentos mais comuns como a remoção do cerúmen, até diversos procedimentos cirúrgicos ou a adaptação de um aparelho auditivo (que amplifica o som e o direcciona para o ouvido). Actualmente, o Implante Coclear (IC), dispositivo electrónico que estimula o nervo auditivo directamente, também é uma opção para crianças e adultos que se integrem em critérios de selecção muito específicos (surdez neurossensorial severa-profunda bilateral/unilateral, entre outros).

Atenção!
A perda repentina de audição (que é, muitas vezes, acompanhada de tonturas ou de zumbido no ouvido) pode instalar-se no decorrer de algumas horas ou dias, é motivo para consultar o otorrinolaringologista de imediato. Pode ter diversas causas e é fundamental ser tratada precocemente porque a possibilidade de recuperar a audição depende em muito da rapidez com que se inicia o tratamento.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

INCONTINÊNCIA URINÁRIA: O QUE É E COMO TRATAR?

Saiba tudo sobre a incontinência urinária e conheça as causas e tratamentos possíveis.
 
A incontinência urinária consiste na perda involuntária de urina pela uretra. A sua origem varia consoante o sexo ou grupo etário que afecta, mas é normalmente associada à população idosa, podendo levar a problemas graves como úlceras e infecções dos rins ou da bexiga. É uma condição que, pelo estigma social que transporta, leva quem dela sofre a manter-se em silêncio por achar que faz parte do processo natural do envelhecimento. No entanto, nem sempre é este o caso.

Factores de risco
Contrariamente ao que se pensa, a incontinência urinária pode afectar qualquer pessoa, embora seja certo que se verifica uma maior incidência em certos grupos. Os principais factores de risco para o desenvolvimento de incontinência urinária:
  • Idade avançada;
  • Sexo feminino (corresponde a 85% dos doentes com esta patologia);
  • Alterações hormonais consequentes de gravidez e menopausa;
  • Obesidade.

Tipos de incontinência
Dependendo da forma como esta se apresenta, existem três tipos principais de incontinência:
  1. Incontinência por bexiga hiperativa (urgência)
    Caracteriza-se por vontades imperiosas e súbitas de urinar, associadas a aumento de frequência urinária e a perdas de urina. É com frequência associada a infeções urinárias, litíase, patologia específica da parede vesical, ou perturbações mentais como a ansiedade e demência.
     
  2. Incontinência por esforço
    Consiste na perda de urina em simultâneo com esforço muscular, como tossir, espirrar, rir ou fazer qualquer outra acção que leve a um aumento de pressão nos músculos do abdómen. Pode ter como causa, na mulher, uma hipermotilidade da uretra secundária a alterações hormonais, gravidez ou parto e idade. No homem, é habitualmente secundária à cirurgia da próstata.
     
  3. Incontinência por regurgitação (extravasamento)
    É secundária a uma retenção crónica de urina. Ocorre quando existe uma fuga de pequenas quantidades de urina, quando a bexiga está demasiado preenchida devido a um aumento de pressão. É normalmente causada por uma obstrução urinária, provocada mais frequentemente por patologia prostática, ou perda de força dos músculos da parede da bexiga, provocado por patologia neurológica.
A incontinência pode também ser mista, apresentando características de vários tipos diferentes, ou total quando existe uma perda contínua de urina durante um longo período de tempo.

Sinais de alarme
O principal sintoma da incontinência é a perda involuntária de urina, cujo volume pode apresentar grandes variações. Outros sintomas comuns do problema:
  • Necessidade frequente de urinar;
  • Sensação de bexiga cheia depois de urinar;
  • Perda de força do jato urinário.

Como tratar a incontinência urinária
O tratamento vai depender do tipo de incontinência.
Na incontinência urinária de esforço pode passar, em grande parte, pela reeducação comportamental, eletroestimulação ou através de uma pequena cirurgia minimamente invasiva que consiste na colocação de uma rede suburetral.
Para tratamento da incontinência de urgência, utilizam-se frequentemente fármacos que controlam a hiperatividade do detrusor, de toma oral ou mesmo através da aplicação intravesical.
Na incontinência urinária de regurgitação, o tratamento passa em grande parte pela remoção do obstáculo.

Atenção!
A incontinência é, na maior parte dos casos, uma doença curável e de fácil tratamento, em especial quando detectada numa fase inicial. Se suspeita que pode sofrer de incontinência urinária, consulte um médico urologista.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

CATARATAS: OS PRIMEIROS SINAIS DE ALARME

A identificação precoce das cataratas pode ser importante para o seu eficaz tratamento.
 
Chama-se catarata e é uma das principais causas de cegueira no mundo, podendo afectar apenas um ou ambos os olhos. Ocorre quando o cristalino, a lente natural do olho, perde a transparência e se torna opaco, dificultando a passagem da luz. A névoa que a partir daí se instala diminui, por sua vez, a qualidade da visão. Embora problemática, a catarata pode, no entanto, ser tratada, pelo que deve manter-se atento a pequenas alterações na visão, a fim de a identificar o mais cedo possível.

Factores de risco
Na maioria dos casos, as cataratas surgem em pessoas com mais de 60 anos. A doença decorre, nestes casos, do envelhecimento natural do organismo. Existem, contudo, outros fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento:
  • Exposição prolongada a raios ultravioleta;
  • Radioterapia;
  • Traumatismo ocular ou outros tipos de lesões nos olhos;
  • Diabetes;
  • Elevado consumo de tabaco ou álcool.

Primeiros sinais de alarme
Os sintomas das cataratas costumam ser, numa primeira fase, quase impercetíveis. A doença provoca a diminuição da visão, mas o processo leva o seu tempo. Para a identificar precocemente, esteja atento a variações subtis na qualidade da sua visão:
  • Visão parcialmente nublada;
  • Diminuição da visão diurna em alguns casos específicos (sensação de névoa no pico de luminosidade);
  • Diminuição da visão nocturna numa fase mais avançada;
  • Maior sensibilidade à luz ou ao brilho;
  • Menor capacidade de distinguir cores;
  • Observação de halos em torno das luzes;
  • Visão turva ou dupla;
  • Necessidade de mudar com frequência a graduação dos óculos.

O que fazer
Se suspeita que pode ter cataratas, deve marcar uma consulta com um médico Oftalmologista. Quando detectada numa fase inicial, a doença pode ser contrariada recorrendo a métodos relativamente simples:
  • Óculos e lentes de contacto;
  • Adopção de lupas ou lentes antirreflexo;
  • Utilização de iluminação adequada.

Enquanto a doença não prejudicar as suas rotinas diárias ou a sua actividade profissional, estes mecanismos podem servir de solução. A cirurgia às cataratas, através da qual estas são removidas e substituídas por lentes artificiais, continua, no entanto, a ser o único tratamento definitivo para a condição. Hoje em dia, aproveita-se o momento da cirurgia para proporcionar independência de utilização de óculos para longe e, por vezes, também para perto, através da utilização de Lentes Premium. Para além de se retirar a opacidade, corrige-se o problema refrativo de forma definitiva com uma só cirurgia.

Atenção!
A incidência directa e prolongada de raios solares nos olhos pode provocar cataratas. Mantenha-se protegido das radiações com óculos de sol capazes de abrigar os seus olhos dos raios ultravioletas. Evite ainda a exposição exagerada ao sol.