sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tratamento da Tinea Pedis (Pé de Atleta) em pacientes com Diabetes




    Os pacientes com diabetes enfrentam um risco mais elevado de contrair a tinea pedis, vulgarmente conhecida como "pé de atleta" que pode levar a condições sérias, e a pesquisa é escassa sobre a eficácia de terapêuticas nos diabéticos com esta condição. Ao longo deste artigo, iremos dar atenção a estratégias e possibilidades de tratamento para esta afecção, que muitas vezes esta associada também com a onicomicose ( micose das unhas).
    Tinea Pédis é uma infecção fungica contagiosa, que afecta os pés de aproximadamente 15 a 20 % da população mundial. Em comparação com os indivíduos saudáveis, as pessoas com diabetes têm um risco mais elevado de desenvolver a infecção fungica, e são igualmente mais propensos a enfrentar complicações adversas, incluindo infecções secundarias bacterianas, ulceras nos pés, paroniquias, celulite, osteomielite e gangrena. Por isso, um tratamento seguro e eficaz é imperativo para as pessoas com diabetes.
    Tinea Pédis comummente apresenta-se com vermelhidão, coceira entre os dedos e planta dos pés. Frequentemente, mas não sempre, apresenta-se associado à onicomicose, fazendo com que as unhas dos pés se tornem espessas, amarelas e quebradiças. Uma vez que esta condição é contagiosa, sem um tratamento adequado, a infecção pode disseminar para ambos os pés e unhas.  O "Pé de atleta" pode ser desconfortável e esteticamente desagradável, mas é improvável que cause quaisquer complicações graves em indivíduos saudáveis. Para as pessoas com diabetes, no entanto, a presença desta infecção pode levar a problemas graves que já foram aqui mencionados anteriormente. Assim, enquanto as pessoas  com diabetes já estão em risco aumentado de ulceração do pé, infecção e amputação, a presença do pé de atleta pode aumentar ainda mais o risco de desenvolver tais complicações.

Tratamento

    O tratamento mais eficaz e que foi amplamente comprovado por Bell-Syer, é a utilização da Terbinafina (Lamisil) tanto por via oral, via tópica ou as duas em associação. Os estudos realizados foram em indivíduos saudáveis mas nãos e podem extrapolar os resultados destes estudos para os diabéticos. Estas pessoas tendem a ser mais resistentes ao tratamento com antifungicos como resultado de elevados níveis de glicemia, e uma incapacidade de manter os pés secos que promovem a infecção fungica. 
    Apesar da terbinafina ser a opção mais "segura" é preciso considerar cuidadosamente a prescrição desta substância a diabéticos, uma vez que existe um risco baixo, é certo, com outros medicamentos que pessoas com diabetes costumam fazer. Dado essas interacções medicamentosas , a terapia tópica assume um papel importante e é por vezes preferencial nas pessoas com esta patologia.

Estratégia de Prevenção

    Tendo em conta os riscos associados destas infecções e as dificuldades de tratamento, a prevenção assume um papel preponderante. O "pé de atleta" é contagioso, desenvolve-se em ambientes escuros e húmidos e contagia por contacto directo, por isso as pessoas devem garantir que os pés estão limpos e secos.
    O Podologista pode ter um papel importante no aconselhamento de estratégias de prevenção, tais como:

- Certifique-se que os pés estão completamente secos depois do banho;
- Usar meias de fibras naturais (algodão) e mudar varias vezes ao dia, se o pé transpirar e estiver húmido; 
- O calçado deve permanecer igualmente seco e alternar o seu uso para que tenha tempo de arejar e secar; 

Conclusão 

    Existem evidências que as pesquisas sobre o tratamento de "pé de atleta" têm feito grandes progressos, mas ainda há a necessidade de mais e melhores pesquisas sobre a intervenção mais eficaz no "pé de atleta" em pessoas com diabetes. 


Aconselhe-se com o seu Podologista!

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