segunda-feira, 27 de junho de 2016

COMO PREVINIR A DIABETES GESTACIONAL

Estima-se que uma em cada 20 grávidas possa sofrer deste tipo de diabetes. Aprenda como preveni-la.
 
O que é a diabetes gestacional?
Trata-se de um tipo de diabetes que surge durante a gravidez e, geralmente, desaparece quando esta termina.

Quais podem ser as consequências da diabetes gestacional?
O risco de hipertensão ou a maior taxa de cesariana, pela probabilidade de o bebé nascer com um peso acima da média (feto macrossómico). A diabetes gestacional não é causa de malformações fetais, como é o caso da diabetes não gestacional que pode apresentar maior taxa de malformações se a grávida não tiver a sua diabetes controlada no início da gravidez (4 vezes superior ao normal).
É importante a grávida com diabetes ter um valor de Hb A1C controlado na pré-conceção, pois este valor avalia o controle da glicemia (açúcar no sangue nas 6 semanas precedentes).

Quais são os fatores de risco para a diabetes gestacional?
A idade e ter antecedentes familiares de diabetes são fatores de risco que não se podem evitar.

Quais são os fatores de risco controláveis?
A prevenção da diabetes gestacional assenta no controlo do peso da grávida, com o objetivo de manter um peso adequado através de uma alimentação equilibrada.

Que tipo de alimentação ajuda a prevenir a diabetes gestacional?
As refeições devem ser fracionadas (um total de cerca de 6 refeições por dia), com intervalos não superiores a 3 horas – o que permite manter os níveis de açúcar no sangue estáveis. A ingestão diária de açúcar não deve exceder os 20g.

Como é feito o diagnóstico de diabetes gestacional?
O diagnóstico é realizado através de análises específicas (prova de sobrecarga de açúcar) no segundo e terceiro trimestres da gravidez. Se a grávida tiver fatores de risco, a análise é feita logo no primeiro trimestre.
Quando termina a gravidez, após 6 a 8 semanas, é feita uma nova análise de diagnóstico com o objetivo de apurar se a diabetes desapareceu, como é esperado. As mulheres com diabetes gestacional têm maior probabilidade de mais tarde virem a ter diabetes do adulto.

Que cuidados de vigilância é que a diabetes gestacional requer?
Implica que sejam tomadas medidas de precaução para evitar complicações para que a diabetes não permaneça no organismo finda a gravidez. Estas medidas envolvem uma readaptação da dieta através de um plano alimentar específico indicado pelo médico e prática de exercício físico.

Que alimentos devem ser evitados?
O plano alimentar visa prevenir/eliminar o excesso de açúcar no sangue. Isto implica evitar alimentos ricos em açúcar como bolos, chocolates e refrigerantes (entre outros), mas também reduzir a ingestão de pão, massa, batata e arroz.

É necessário controlar os níveis de glicemia diariamente?
A grávida deve medir a glicemia depois de cada refeição, o que permite avaliar se o plano alimentar está a ser eficaz para diminuir os níveis de açúcar no sangue ou se é necessário recorrer à administração de insulina.
Este controle diário da glicemia é feito sempre nas mulheres com diabetes a fazerem insulina.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

SABE MESMO PROTEGER-SE DO SOL?

Todos os passos que asseguram uma protecção solar eficaz. Dos zero aos 100
Nunca é demais relembrar os perigos do sol e o que podemos fazer para nos protegermos adequadamente. Assim, a melhor protecção para a pele começa no uso de roupa adequada (camisola, calças, chapéu). As zonas da pele não cobertas por roupa deverão ser protegidas com um protector solar contendo filtros para UVA e UVB. Durante as primeiras exposições ao sol recomenda-se o uso de um protector com Factor de Protecção Solar (FPS ou SPF) igual ou superior a 30.

Como prevenir as queimaduras solares

  • Em primeiro lugar, deve conhecer bem o seu tipo de pele. Têm maior risco as pessoas de pele clara com muitas sardas e sinais, cabelos claros ou ruivos e que não se bronzeiam ou bronzeiam mal. 
  • Evite o excesso de exposição ao sol, especialmente entre as 11 e as 16 horas;
  • Utilize sempre protector solar adequado ao seu tipo de pele e que proteja dos raios nocivos. Mesmo depois de já estarmos bronzeados devemos continuar a usar protector solar; 
  • Use vestuário, chapéu e óculos de sol, principalmente entre as 11 e as 16 horas.

10 perguntas sobre protecção solar
Se nunca fez estas perguntas, aproveite agora para saber as respostas que o vão proteger dos efeitos nefastos do sol

1. Num protector solar, qual é função dos filtros químicos?
Os protectores solares atenuam a transmissão da radiação e têm na sua composição filtros químicos e físicos. Os filtros químicos, como o mexoril e o tinosorb, penetram na pele e absorvem parte do espectro da radiação solar lesiva, transformando a sua energia em formas inofensivas.

2.    E dos filtros físicos?
Os filtros físicos, como o dióxido de titânio e o óxido de zinco, formam uma fina película sobre a pele, reflectindo a radiação solar. São os ecrãs físicos que conferem a coloração branca e o aspecto opaco dos protectores solares. O desenvolvimento de partículas de dióxido de titânio de menor dimensão (nanopartículas) tem melhorado o aspecto cosmético dos protectores solares.

3. O que é o factor de protecção solar (FPS)?
O factor de protecção solar (apresentado pelos protectores solares existentes no mercado) é determinado com base na razão entre as quantidades de radiação UV necessárias para que ocorra a queimadura solar, com protector solar e sem protector solar. Por outras palavras, se a pele não protegida tiver uma queimadura solar após 10 minutos de exposição solar, com a aplicação de um protector solar com um FPS 10 a mesma pele terá uma queimadura solar após 100 minutos e com um FPS 30 ao fim de 300 minutos (minutos necessários para ter uma queimadura solar a multiplicar pelo FPS). É importante saber que este efeito de protecção não aumenta linearmente com o FPS. Por exemplo, um FPS de 10 reduz em cerca de 85% a radiação UVB, um FPS de 20 em cerca 95% e um FPS de 30 reduzirá adicionalmente apenas um pouco mais.

4. Como devemos aplicar o protector solar?
Tão importante quanto a escolha do produto é a sua correta aplicação. Por exemplo, para se conseguir a protecção indicada com o «factor de protecção solar», é necessária uma quantidade de 2mg/cm². Para cobrir todo o corpo, pode ser necessário até metade de uma embalagem pequena. Acresce que esta quantidade deve ser aplicada 30 minutos antes do início da exposição solar (de preferência antes de sair de casa), de 2 em 2 horas durante a exposição solar e sempre após os banhos de mar ou piscina.

5. Quando devemos aplicar o protector solar? 
Devemos aplicar protector solar sempre que nos expomos à radiação solar. O protector solar não deve ser aplicado unicamente na praia ou na piscina, mas sim durante todas as actividades quotidianas (profissionais e lúdicas). 60 minutos de sol na praia têm o mesmo efeito na pele que 60 minutos de sol a praticar ciclismo ou 60 minutos de sol no exercício de uma actividade profissional na rua de uma localidade.

6. O factor de protecção solar protege-nos contra a radiação UVB e UVA?
O «factor de protecção solar» refere-se à protecção para a radiação UVB (que causam queimaduras solares) mas não à radiação UVA (que contribui de forma significativa para agravar o risco de cancro cutâneo e o envelhecimento da pele). Ainda não existem métodos de ensaio uniformes para comparar a intensidade da protecção anti-UVA, utilizando cada fabricante o seu próprio método para medir e indicar o índice de protecção.

7. Existem protectores solares que garantam uma protecção total?
Não existem protectores solares que ofereçam protecção total. Apesar de ser frequente encontrarmos indicações como «proteção total» e «ecrã total», nenhum produto deste tipo protege completamente contra as radiações UV, o que obriga a respeitar as outras regras de protecção solar, nomeadamente, a utilização de vestuário e o cumprimento de correto horário de exposição solar.

8. Os protectores podem mesmo ser «resistentes à água» (ou water resistant)?
Não existem protectores completamente resistentes à água, pelo que é necessário reaplicar o protetor solar após os banhos. De salientar, ainda, que a radiação UV penetra até 50 cm na água. Este fenómeno é responsável por queimaduras solares na face, ombros e dorso de indivíduos enquanto se banham ou nadam, facto que pode ser evitado com a utilização de protectores solares.

9. Que tipo de protector solar devemos escolher para um bebé/criança?
Devem ser escolhidos protectores solares hipoalergénicos, dando-se preferência aos filtros físicos. Os produtos de protecção solar não devem dar a impressão enganosa de que podem proteger suficientemente bebés e crianças pequenas. Os bebés não devem estar expostos directamente à radiação solar devendo, além da aplicação do protector solar e do cumprimento de um correto horário de exposição solar, ser protegidos com vestuário e chapéu de sol.

10. A aplicação de protector solar deve sempre ser acompanhada de outras medidas?
Devemos, sem dúvida, utilizar produtos de protecção solar e recomenda-se a escolha de protectores solares contra radiações UVA e UVB. É importante que os consumidores saibam que os produtos de protecção solar devem ser apenas uma entre várias medidas de protecção contra as radiações solares UV, como:
  • Evitar exposições prolongadas nas horas de maior intensidade solar;
  • Não dispensar a t-shirt, o chapéu e os óculos de sol;
  • Não expor bebés e crianças pequenas à luz solar directa. 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Compreender a Síndrome de Défice de Atenção e Hiperatividade

Perceber melhor esta perturbação é essencial para ajudar a criança
 
É uma perturbação do desenvolvimento caracterizada por um grau de desatenção inapropriado para a idade da criança, à qual se pode associar, ou não, hiperatividade e impulsividade.
Ocorre em diferentes contextos sociais, perturbando o desempenho da criança a nível pessoal e académico, sendo as principais consequências dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais. Antes de julgar, e para conseguir ajudar estas crianças, é necessário compreender a situação.

Causas e tipos de Síndrome de Défice de Atenção e Hiperatividade
A causa é multifatorial, envolvendo fatores orgânicos (origem neurobiológica), genéticos e ambientais.
Consoante os sintomas que predominam, consideram-se 3 tipos: desatento, hiperativo/impulsivo e misto.
  • As crianças desatentas apresentam dificuldade em manter a concentração em determinadas tarefas, não prestam atenção aos detalhes, parecem não entender as ordens ou instruções dadas, perdem objectos e distraem-se facilmente com estímulos sem importância.
  • Os meninos hiperativos parecem movidos por uma fonte de energia inesgotável, mexendo constantemente as mãos e pés e não conseguem participar em jogos ou actividades de uma forma calma. É frequente o aumento do risco de acidentes.
  • A impulsividade reflecte-se na dificuldade da criança em esperar pela sua vez e seguir regras. Respondem a perguntas que não foram completadas e intrometem-se nas actividades dos outros, interrompendo conversas e jogos. Tomam atitudes repentinas, inesperadas ou desajustadas à situação, são teimosas, com baixa tolerância à frustração e com instabilidade do humor, sendo difícil aos adultos que lidam com elas controlar os seus acessos de raiva.

Importância do diagnóstico precoce
É muito importante que seja feito o diagnóstico adequado e o mais precocemente possível. Para validar a suspeita clínica, e posteriormente avaliar a eficácia da terapêutica, pode-se recorrer ao uso de questionários, que são preenchidos pelos pais e professores e que permitem obter o perfil da criança.

Tratamento multidisciplinar
O tratamento é realizado por uma equipa multidisciplinar, onde os pais e os professores são elementos fundamentais. É importante definir objectivos reais e estabelecer prioridades. Pretende-se melhorar as relações sociais e as competências académicas.

Terapêutica
A terapêutica assenta em dois pilares: farmacológica (metilfenidato) e psicoterapia. Em termos isolados e a curto prazo, a mais eficaz é a farmacológica, mas a longo prazo a combinação das duas é a indicada. Os complementos orais com ómega 3 podem ser usados principalmente em crianças pequenas e casos muito ligeiros de défice de atenção.