quarta-feira, 1 de junho de 2016

Compreender a Síndrome de Défice de Atenção e Hiperatividade

Perceber melhor esta perturbação é essencial para ajudar a criança
 
É uma perturbação do desenvolvimento caracterizada por um grau de desatenção inapropriado para a idade da criança, à qual se pode associar, ou não, hiperatividade e impulsividade.
Ocorre em diferentes contextos sociais, perturbando o desempenho da criança a nível pessoal e académico, sendo as principais consequências dificuldades de aprendizagem e problemas comportamentais. Antes de julgar, e para conseguir ajudar estas crianças, é necessário compreender a situação.

Causas e tipos de Síndrome de Défice de Atenção e Hiperatividade
A causa é multifatorial, envolvendo fatores orgânicos (origem neurobiológica), genéticos e ambientais.
Consoante os sintomas que predominam, consideram-se 3 tipos: desatento, hiperativo/impulsivo e misto.
  • As crianças desatentas apresentam dificuldade em manter a concentração em determinadas tarefas, não prestam atenção aos detalhes, parecem não entender as ordens ou instruções dadas, perdem objectos e distraem-se facilmente com estímulos sem importância.
  • Os meninos hiperativos parecem movidos por uma fonte de energia inesgotável, mexendo constantemente as mãos e pés e não conseguem participar em jogos ou actividades de uma forma calma. É frequente o aumento do risco de acidentes.
  • A impulsividade reflecte-se na dificuldade da criança em esperar pela sua vez e seguir regras. Respondem a perguntas que não foram completadas e intrometem-se nas actividades dos outros, interrompendo conversas e jogos. Tomam atitudes repentinas, inesperadas ou desajustadas à situação, são teimosas, com baixa tolerância à frustração e com instabilidade do humor, sendo difícil aos adultos que lidam com elas controlar os seus acessos de raiva.

Importância do diagnóstico precoce
É muito importante que seja feito o diagnóstico adequado e o mais precocemente possível. Para validar a suspeita clínica, e posteriormente avaliar a eficácia da terapêutica, pode-se recorrer ao uso de questionários, que são preenchidos pelos pais e professores e que permitem obter o perfil da criança.

Tratamento multidisciplinar
O tratamento é realizado por uma equipa multidisciplinar, onde os pais e os professores são elementos fundamentais. É importante definir objectivos reais e estabelecer prioridades. Pretende-se melhorar as relações sociais e as competências académicas.

Terapêutica
A terapêutica assenta em dois pilares: farmacológica (metilfenidato) e psicoterapia. Em termos isolados e a curto prazo, a mais eficaz é a farmacológica, mas a longo prazo a combinação das duas é a indicada. Os complementos orais com ómega 3 podem ser usados principalmente em crianças pequenas e casos muito ligeiros de défice de atenção.

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