segunda-feira, 7 de março de 2016

TENDINITE DO OMBRO: como prevenir e tratar

Saiba o que é, as causas e como prevenir. Perante os sintomas, consulte o médico.
 
Por definição, a tendinite é uma inflamação de um tendão. Um tendão é a estrutura através da qual um músculo se insere no osso, levando assim ao movimento das articulações. O ombro é a articulação mais móvel do corpo humano. Por isso, depende muito do equilíbrio dos músculos que a fazem mover. O ombro tem quatro tendões à volta da cabeça do úmero e ao conjunto desses tendões chamamos coifa dos rotadores. Entre o músculo supra espinhoso e o osso acrómio existe uma bolsa para diminuir o atrito (bolsa sub acromial). Esta bolsa e o tendão do músculo supra espinhoso, em conjunto com a longa porção do bicípite, são as estruturas mais envolvidas em processos inflamatório.

Causas da tendinite
As causas de tendinite são múltiplas. Podemos dividi-las em causas intrínsecas e causas extrínsecas:

Causas intrínsecas:
  • Alterações genéticas;
  • Diferenças anatómicas;
  • Alterações da postura;
  • Presença de calcificações (tendinopatia calcificada).

Causas extrínsecas:
  • Uso intensivo do computador;
  • O trabalho com os braços acima do plano das omoplatas;
  • A prática de exercício físico de forma inadequada ou demasiadamente intensiva;
  • Transporte intensivo de pesos com os membros superiores.

Das causas aos sintomas
Todos estes factores levam a uma alteração do equilíbrio muscular que, por sua vez, leva ao início dos sintomas. Estes podem aparecer de três formas distintas:

  1. A forma mais comum é o aparecimento de dores ligeiras quando se executam determinados movimentos, como ir buscar um objecto ao banco de trás do carro, colocar o cinto de segurança ou vestir o casaco. Estas dores podem, progressivamente, ir-se agravando e começar a surgir dor nocturna que impede o sono ou dificulta o adormecer.
     
  2. Outra forma de apresentação é uma dor muito intensa sem causa aparente, que nos acorda de noite e não tolera nenhuma mobilização.
     
  3. A terceira forma é uma conjugação das duas anteriores. Abrange pessoas que têm dores perfeitamente toleráveis em algumas actividades, não procuram tratamento e um dia têm um episódio extremamente doloroso.

Consultar o médico
É muito importante que, quando os sintomas se manifestarem, peça ajuda. Se o quadro o permitir, deve evitar os movimentos que dão dor enquanto aguarda por uma consulta de especialidade. Se tiver uma dor muito aguda e intensa, pode ter necessidade de recorrer a um serviço de atendimento permanente para a debelar, sendo depois encaminhado para uma consulta.

Como tratar
O tratamento passa pelo controlo da dor e da inflamação mas, sobretudo, pela recuperação do equilíbrio entre os vários grupos musculares com a ajuda da fisioterapia para evitar que o quadro se repita.

Como prevenir a tendinite
No escritório deve existir uma ergonomia correta do local de trabalho que garanta uma altura correta da secretária, o apoio dos antebraços junto ao teclado, a colocação do rato de forma a permitir opera-lo com o cotovelo junto ao tronco, uma altura correta do ecrã e a execução de intervalos regulares são fundamentais.
Na actividade desportiva é necessário trabalhar a postura e manter fortalecidos e coordenados os músculos da coifa dos rotadores que exercem o controlo do funcionamento do ombro (peça ajuda no ginásio).

Ouça o seu ombro!
Aos primeiros sinais, e de acordo com a intensidade das queixas, procure ajuda e, se necessário, diminua temporariamente as suas actividades. E lembre-se: “Se não parar por si, o seu ombro para-o a si”.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Doença oncológica e alterações na imagem

Doença oncológica e alterações na imagem

As mudanças a nível da imagem têm impacto mas podem ser minimizadas com apoio multidisciplinar e especializado.
 
Os doentes com cancro podem sofrer alterações profundas na sua imagem. Consoante o tipo de doença, os tratamentos necessários e a condição particular de cada pessoa, poderão perder o cabelo, sofrer alterações ou pigmentação cutâneas, ter lesões visíveis, sondas ou ostomias (respiratórias, digestivas ou urinárias), entre outras mudanças.

No entanto, viver bem com cancro é mais fácil se houver um conhecimento antecipado destas alterações e quais os meios para as prevenir, suavizar ou tratar. O aconselhamento de imagem pode ser feito pela equipa de profissionais de saúde que segue o doente, como é o caso dos oncologistas, dermatologistas e enfermeiros, bem como por profissionais de imagem, como cabeleireiros e maquilhadores especializados nesta área.

Viver melhor com a doença
Os doentes que têm contacto com abordagens personalizadas de apoio de imagem têm sentido que esta é uma das formas de conseguirem viver melhor com a doença. Por exemplo, um doente que necessite de uma cirurgia ao cólon, mama ou pulmão, e que precisa de fazer apenas alguns meses de quimioterapia pode, facilmente e se for esse o seu desejo, e com apoio de bom aconselhamento e tratamento de imagem, manter a sua actividade profissional sem que ninguém perceba que está ou esteve a fazer quimioterapia.

Aconselhamento médico
O primeiro passo para antecipar eventuais alterações da imagem do doente oncológico e os meios para os minimizar envolve uma conversa sobre este tema junto do médico que o segue, para que possa esclarecer todas as dúvidas e discutir alternativas.

Aconselhamento dermatológico
Antes, durante e após o tratamento, o acompanhamento dermatológico pode ser uma mais-valia na prevenção e minimização dos efeitos indesejáveis. O dermatologista poderá ajudar a escolher os produtos mais adequados a cada momento e, através da observação clínica, detectar e tratar precocemente os efeitos indesejáveis que podem ocorrer, por exemplo, como consequência da quimioterapia ou radioterapia.

Aconselhamento estético
Os profissionais da imagem têm uma vasta experiência técnica, sendo que alguns deles se têm dedicado exclusivamente às alterações de imagem dos doentes com cancro. Estes profissionais têm criatividade e recursos muito interessantes que surpreendem, muitas vezes, os próprios profissionais de saúde da área do cancro. Estes profissionais dominam as inúmeras técnicas e fontes de informação disponíveis, concentram-nas em pequenas dicas e truques para lidar com estas transformações e, num atendimento específico, em contexto próprio, ensinam, implementam e avaliam a eficácia das técnicas.

 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PARA QUE SERVE O CORAÇÃO?

Visto que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte em Portugal e noutros países, perceba melhor o que se passa no seu coração e dê-lhe a importância que ele merece.
 
O que é? O coração é composto, na sua maior parte, por músculo (músculo cardíaco ou miocárdio). O coração localiza-se no centro do sistema circulatório, que é formado por uma rede de vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). Esta rede de vasos sanguíneos é responsável pelo transporte do sangue de e para todo o corpo.

Como funciona? O coração é controlado por uma espécie de sistema eléctrico que utiliza sinais eléctricos para contrair as paredes. Essa contração faz com que o sangue seja bombeado no sistema circulatório e as válvulas de entrada e de saída das câmaras cardíacas asseguram que o sangue flui na direcção certa.

Bomba vital O sangue que é bombeado transporta oxigénio e os nutrientes que os nossos órgãos e tecidos necessitam para funcionarem na perfeição. O sangue também transporta dióxido de carbono para os pulmões, para que este possa expelido quando expiramos.

Alimentar o coração Tal como os outros órgãos, e para funcionar bem, o coração necessita de sangue com oxigénio e nutrientes. A irrigação de sangue do coração é realizada pelas artérias coronárias.

Quando o coração adoece Ao preservarmos o coração, estamos a zelar por todos os outros órgãos do nosso corpo e pela nossa saúde global. Isto é, se o coração não estiver a trabalhar normalmente, os órgãos não receberão a quantidade de sangue necessária para que possam funcionar como é suposto.

Fatores de risco não modificáveis Ter antecedentes familiares de doenças cardiovasculares e o avançar da idade são fatores de riscos não modificáveis para as doenças que afetam o coração.

Fatores de risco modificáveis Existem outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares, muito associados ao estilo de vida, que pode suprimir:
  • Fumar
    Solução: Deixe de fumar. Já. Se não consegue fazê-lo sozinha/o, marque uma consulta antitabágica.
     
  • Níveis elevados de colesterol e hipertensão arterial
    Solução: controle regularmente os níveis de colesterol e da pressão arterial. Faça uma alimentação saudável, rica em fibra, vegetais e proteínas magras e pobre em açúcar, sal e gorduras saturadas. Evite as bebidas alcoólicas e com cafeína e não fume.
     
  • Sedentarismo
    Solução: pratique 30 minutos de exercício físico pelo menos 5 vezes por semana. Se não quer ir ao ginásio, fazer caminhadas, nadar ou andar de bicicleta são boas opções.
     
  • Excesso de peso e obesidade
    Solução: ter uma alimentação saudável e praticar exercício físico são os pilares de um peso corporal adequado. Se já tem excesso de peso ou é obesa/o, não deixe de consultar um nutricionista.
     
  • Stress
    Solução: se tem dificuldade em gerir o stress, experimente modalidades que ajudam a relaxar, como ioga ou pilates. No quotidiano, estabeleça objectivos realistas e defina prioridades.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

FEBRE: o que fazer... e o que NÃO fazer

Saiba como actuar consoante as situações.

A febre é das manifestações mais frequentes na criança, provoca grande ansiedade na família e é causa de muitas consultas e absentismo dos pais.
Não é uma doença mas sim um sinal comum a várias doenças. A febre consiste no aumento da temperatura corporal acima da variação diária normal e ocorre na infância, na grande maioria das vezes devido a uma infeção por vírus.

Variações da temperatura corporal
A temperatura do corpo é controlada por um centro termorregulador, que equilibra ganhos e perdas de calor de acordo com um ritmo diário normal (ritmo circadiano). As temperaturas são mais baixas de manhã e mais elevadas (cerca de 1 ºC) ao fim da tarde. Assim, a temperatura corporal sofre variações ao longo do dia, oscilando entre 36,5-37,5ºC.

Atenção à utilização excessiva de antipiréticos
A febre é uma resposta de defesa do organismo perante uma infeção. O aumento da temperatura corporal contribui para a inativação dos micro-organismos e controlo da sua multiplicação.
Por estas razões, a febre só deve ser combatida para aliviar o desconforto existente. A utilização de antipiréticos em excesso pode ser prejudicial, não só pela toxicidade dos mesmos, mas também porque se pode estar a prolongar a doença e as suas complicações.

Quando se considera "febre"?
Em termos práticos, convencionou-se considerar febre quando a temperatura axilar está acima dos 38ºC. Fala-se em temperatura subfebril quando a temperatura oscila entre 37,5 e 38ºC.

O que fazer quando surge febre na criança
  1. Vigiar e estar atento ao aparecimento de sinais de gravidade;
  2. Despir ou diminuir a quantidade de roupa;
  3. Insistir na ingestão de líquidos, dando pequenas quantidades de cada vez mas frequentemente;
  4. Perante temperatura acima dos 38ºC axilar e/ou com grande desconforto associado, administrar um antipirético, utilizando de preferência a monoterapia com paracetamol. Só se os picos de febre forem inferiores a 4 horas é que se deve usar outro fármaco, como o ibuprofeno, em alternância;
  5. Se a criança tem menos de 3 meses, deve procurar assistência médica imediata;
  6. Nas crianças mais velhas pode aguardar 3 a 5 dias antes da avaliação médica.

O que NÃO deve fazer quando surge febre na criança:
  1. Aquecer a criança vestindo-lhe mais roupa;
  2. Utilizar antipiréticos em horário fixo (usar em SOS);
  3. Querer tratar a febre com antibióticos;
  4. Insistir numa alimentação normal e abundante;
  5. Atribuir a febre a uma erupção dentária.

Quando recorrer à urgência hospitalar
Esteja atento a sinais de gravidade como:
  • Prostração, gemido;
  • Dificuldade respiratória;
  • Vómitos e dores de cabeça intensas, que se mantêm ou que se agravam;
  • Lesões cutâneas (pintinhas), que não desaparecem com a pressão local;
  • Convulsões, alteração do estado de consciência ou do comportamento (irritabilidade, agitação, sonolência).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ESTA GRÁVIDA? 5 HÁBITOS QUE DEVE ELIMINAR JÁ

O que deve modificar no seu estilo de vida para uma gravidez saudável.
 
1. Tabagismo
Se ainda fuma, faça da gravidez uma motivação extra para abandonar este hábito. Fumar durante a gravidez afecta a sua saúde e a do bebé - com repercussões na saúde futura deste. Os compostos químicos que existem num cigarro e que inalamos quando fumamos são transportados através da corrente sanguínea e vão directamente para o bebé.

Fumar durante a gravidez...
  • Diminui a quantidade de oxigénio disponível para o bebé e para a mãe;
  • Aumenta a frequência cardíaca do bebé;
  • Aumenta a probabilidade de aborto, de parto prematuro ou de baixo peso do bebé à nascença;
  • Aumenta o risco de o bebé desenvolver problemas respiratórios;
  • Aumenta o risco de Síndrome de Morte Súbita.

2. Ingerir bebidas alcoólicas
A recomendação é para que que a grávida não consuma bebidas alcoólicas. Um estudo recente da Universidade de Manchester apurou que a ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo que moderada, nos primeiros meses de gravidez, pode prejudicar o desenvolvimento e crescimento da placenta, o que impede o fornecimento ideal de nutrientes e de oxigénio para o bebé.

3. Fazer uma alimentação desequilibrada
Ter uma dieta pobre e desequilibrada tem consequências em qualquer fase da vida, favorecendo o excesso de peso e o desenvolvimento de várias doenças. Por isso, agora que está grávida, é ainda mais importante que modifique os seus hábitos. Uma dieta saudável durante a gravidez ajuda o bebé a desenvolver-se e a crescer e, por outro lado, mantém a mãe saudável e em forma.
Não é necessário fazer uma dieta especial mas é importante assegurar que é variada, equilibrada e fraccionada e que os alimentos que ingere são ricos em vitaminas e minerais (como a fruta e os vegetais) e pobres em gorduras e açúcares - o que também é importante para prevenir a diabetes gestacional.
Por outro lado, o médico vai aconselhá-la em relação aos alimentos que deve evitar e os cuidados que deve ter a nível da preparação e confecção. E não se esqueça: não tem de "comer por dois" - isso é um mito!

4. Beber muitos cafés
Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists, o consumo de cafeína durante a gravidez não constitui um risco para a saúde da mãe e do bebé se não ultrapassar os 200mg por dia - o que corresponde a dois cafés, aproximadamente. No entanto, tenha em mente que não é só o café que contém cafeína, esta também está presente no chá, alguns refrigerantes e até no chocolate.

5. Não conseguir gerir o stress
É difícil que a gravidez e o próprio dia a dia não provoquem momentos de stress. Mas, segundo alguns especialistas, quando o stress deixa de ser ocasional pode ser prejudicial para a mãe e para o bebé. A capacidade que o organismo tem de lidar com o stress é afectada se este for continuado, levando a que o corpo reaja exageradamente e desencadeie uma reacção inflamatória.
Tente defender-se dos efeitos do stress mantendo uma rotina tranquila, aconselhando-se com o médico sobre as possíveis causas para o stress que está a sentir, bem como as  estratégias que pode adoptar para preveni-lo e geri-lo (meditação, entre outras técnicas).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ENXAQUECA OU DOR DE CABEÇA?

Como podemos distinguir uma dor de cabeça de uma enxaqueca? Sabia que a enxaqueca pode ser hereditária?
 
Enxaqueca e dor de cabeça não são exactamente a mesma coisa. A cefaleia, normalmente designada por dor de cabeça, é uma situação clínica muito frequente. Pode ser um sintoma isolado ou pode estar integrada numa síndrome mais ou menos complexa.
Já a enxaqueca é um tipo comum de dor de cabeça ou de cefaleia. Ou seja, a enxaqueca é uma dor de cabeça, mas uma dor de cabeça nem sempre é uma enxaqueca. Conhecer os sintomas e as causas é essencial para um correto diagnóstico e tratamento.

Tipos de cefaleias
As cefaleias podem ser:
  • Primárias
    São um problema de saúde por si só. Constituem a grande maioria das dores de cabeça.
  • Secundárias
    Resultam de outros problemas de saúde, como infecções, traumatismos cranianos, alterações da tensão arterial ou da glicemia.

As cefaleias primárias, por sua vez, podem ser:
  • Enxaquecas;
  • Cefaleia tipo tensão;
  • Cefaleia em salvas;
  • Outras cefaleias.

Como reconhecer uma enxaqueca
A enxaqueca é uma das formas clínicas mais comuns de cefaleia primária ou idiopática. É uma afeção do cérebro e pode ser hereditária. Em Portugal, a prevalência da enxaqueca ao longo da vida é de 16%. Manifesta-se por crises que podem durar entre 4 e 72 horas.
A dor é descrita como unilateral, pulsátil (o coração parece bater dentro da cabeça) e de intensidade moderada a severa, agravando-se com a actividade física, com a luz e com o ruído. Em alguns casos, a enxaqueca associa-se a náuseas e vómitos ou mesmo a sintomas neurológicos sensitivos (formigueiros ou dormência na face ou membro) e visuais (percepção de pontos, linhas ou figuras luminosas), as chamadas auras.

Como reconhecer uma cefaleia
A cefaleia de tensão caracteriza-se por uma dor mais leve, do tipo pressão ou aperto, com localização bilateral, e que não se agrava com a actividade, associando-se mais com a intolerância ao ruído. Na cefaleia em salvas, a dor é mais severa, unilateral com localização orbital (à volta do olho), supraorbital (acima do olho) e/ou temporal (na têmpora).
Existem ainda outros tipos de cefaleias, como a cefaleia primária de tipo guinada, que dura alguns segundos, a cefaleia primária de esforço, que ocorre após o exercício físico, e a cefaleia primária associada a actividade sexual.
O diagnóstico do tipo de cefaleia é feito a partir da história clínica (entrevista e exame físico, designadamente exame neurológico), mas em alguns casos o médico pode pedir exames complementares, como Ressonância Magnética ou TAC cerebral.

Tratamento
O tratamento da cefaleia tem como objectivo resolver as crises de forma eficaz e rápida, devolvendo ao doente a sua capacidade funcional, assim como impedir novas crises ou reduzir a sua frequência, duração e intensidade. Uma das medidas gerais é a identificação dos factores precipitantes, em pessoas susceptíveis, como a ingestão de certos alimentos ou de bebidas alcoólicas, o stresse, a menstruação, o jejum, alterações do ritmo do sono e esforços intensos ou a toma de determinados fármacos.
Nas crises agudas, os analgésicos e anti-inflamatórios são fármacos não específicos de primeira linha para o alívio da dor de cabeça mas que só actuam nas crises leves ou moderadas. Existem também fármacos específicos para a enxaqueca, como os triptanos e a ergotamina que são mais eficazes e atuam mesmo nas crises mais severas. Já a cefaleia em salvas pode exigir outros cuidados, incluindo oxigénio por máscara. O tratamento profilático (de prevenção) inclui alguns tipos de anti-hipertensores, antiepiléticos ou antidepressivos, devendo ser prescritos pelo médico.

Sabia que...
A enxaqueca não é uma doença exclusiva das mulheres e dos adultos, ao contrário do que muitos pensam, afectando também os homens e as crianças. Habitualmente, porém, surge a partir dos 15 anos e é mais comum no sexo feminino.
 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O SEU FILHO NÃO SE ADAPTA Á ESCOLA?

Saiba como ajudar o seu filho a ultrapassar este obstáculo.
 
Uma nova escola é todo um mundo desconhecido. Mas, geralmente, ao fim de poucos dias uma criança já sabe o caminho até à sala de aula, onde é o recreio e já fez novos amigos. No entanto, para outras crianças, esta mudança pode ser uma verdadeira provação. Conheça os sinais de alarme que denunciam uma adaptação mais difícil à nova escola.

Os sinais
Dores de barriga, de cabeça ou no peito, mal-estar, choro e, até, resistência física, são sinais típicos daquilo a que os especialistas chamam "recusa escolar". Muitas vezes a criança queixa-se sem mencionar que não quer ir à escola. Noutros casos, pode dizê-lo explicitamente. "Curiosamente", os sintomas passam pouco depois e nunca se manifestam nos fins de semana.
Se este é o caso do seu filho, a primeira coisa a fazer é conversar com ele e tentar perceber o que se passa. Talvez seja por ter saudades dos amigos e professores da antiga escola, por ter havido um desentendimento com um colega ou, simplesmente, a criança pode precisar de mais tempo para se adaptar. Mas se as queixas persistirem deve tomar medidas.

Leve o seu filho ao pediatra
Talvez haja uma razão física para as queixas que o seu filho manifesta, mesmo que estas sejam passageiras. Caso o pediatra descarte a hipótese de haver doença, converse com ele sobre a melhor forma de proceder para ajudar o seu filho a adaptar-se à nova realidade.
Por mais que lhe custe, evite deixar o seu filho faltar à escola. Quanto mais faltar, menos aproveitamento terá, o que pode originar um novo problema.

Identifique as causas
Procure perceber o que está a causar ansiedade no seu filho. Pode ser um desentendimento com um colega ou professor, ou a ansiedade da separação dos pais e de casa. O seu filho pode ter medo que, por alguma razão, os pais não o vão buscar à escola ou que alguma coisa lhes aconteça. Use argumentos baseados no bom senso (que são sempre os mais convincentes), explicando que os pais não o vão "abandonar" e tente ir buscá-lo um pouco mais cedo no dia seguinte. Ver o pai ou a mãe logo que sai da sala vai contribuir para diminuir a ansiedade.

Ajude-o a criar laços com o professor
O afeto para com os professores é a base para que a criança fique disponível para aprender. Se sente que o seu filho ainda não criou esta ligação, fale com a professora/professor. Explique-lhe que sente que o seu filho precisa de mais tempo para se adaptar e que espera dela/e um esforço complementar no sentido de o ajudar.

Fortaleça a vossa ligação
Sentir que os pais estão a par do que se passa na escola e prontos para o ouvir dará uma grande segurança ao seu filho. Assegure-se que reserva, todos os dias, algum tempo para conversarem sobre o dia na escola. A hora de jantar, em que todos os membros da família estão reunidos à mesa, é uma boa ocasião para falarem sobre o que a criança fez na escola.

Peça ajuda
Se mesmo com toda a atenção dos pais e professores o seu filho continua não querer ir à escola, se tiver pesadelos e estiver muito ansioso, aconselhe-se novamente junto do pediatra. Este saberá o que fazer e, se achar necessário, pode encaminhar a criança para uma consulta de psicologia infantil.