segunda-feira, 2 de maio de 2016

CATARATAS: OS PRIMEIROS SINAIS DE ALARME

A identificação precoce das cataratas pode ser importante para o seu eficaz tratamento.
 
Chama-se catarata e é uma das principais causas de cegueira no mundo, podendo afectar apenas um ou ambos os olhos. Ocorre quando o cristalino, a lente natural do olho, perde a transparência e se torna opaco, dificultando a passagem da luz. A névoa que a partir daí se instala diminui, por sua vez, a qualidade da visão. Embora problemática, a catarata pode, no entanto, ser tratada, pelo que deve manter-se atento a pequenas alterações na visão, a fim de a identificar o mais cedo possível.

Factores de risco
Na maioria dos casos, as cataratas surgem em pessoas com mais de 60 anos. A doença decorre, nestes casos, do envelhecimento natural do organismo. Existem, contudo, outros fatores que podem contribuir para o seu desenvolvimento:
  • Exposição prolongada a raios ultravioleta;
  • Radioterapia;
  • Traumatismo ocular ou outros tipos de lesões nos olhos;
  • Diabetes;
  • Elevado consumo de tabaco ou álcool.

Primeiros sinais de alarme
Os sintomas das cataratas costumam ser, numa primeira fase, quase impercetíveis. A doença provoca a diminuição da visão, mas o processo leva o seu tempo. Para a identificar precocemente, esteja atento a variações subtis na qualidade da sua visão:
  • Visão parcialmente nublada;
  • Diminuição da visão diurna em alguns casos específicos (sensação de névoa no pico de luminosidade);
  • Diminuição da visão nocturna numa fase mais avançada;
  • Maior sensibilidade à luz ou ao brilho;
  • Menor capacidade de distinguir cores;
  • Observação de halos em torno das luzes;
  • Visão turva ou dupla;
  • Necessidade de mudar com frequência a graduação dos óculos.

O que fazer
Se suspeita que pode ter cataratas, deve marcar uma consulta com um médico Oftalmologista. Quando detectada numa fase inicial, a doença pode ser contrariada recorrendo a métodos relativamente simples:
  • Óculos e lentes de contacto;
  • Adopção de lupas ou lentes antirreflexo;
  • Utilização de iluminação adequada.

Enquanto a doença não prejudicar as suas rotinas diárias ou a sua actividade profissional, estes mecanismos podem servir de solução. A cirurgia às cataratas, através da qual estas são removidas e substituídas por lentes artificiais, continua, no entanto, a ser o único tratamento definitivo para a condição. Hoje em dia, aproveita-se o momento da cirurgia para proporcionar independência de utilização de óculos para longe e, por vezes, também para perto, através da utilização de Lentes Premium. Para além de se retirar a opacidade, corrige-se o problema refrativo de forma definitiva com uma só cirurgia.

Atenção!
A incidência directa e prolongada de raios solares nos olhos pode provocar cataratas. Mantenha-se protegido das radiações com óculos de sol capazes de abrigar os seus olhos dos raios ultravioletas. Evite ainda a exposição exagerada ao sol.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

VARIZES: COMO PROCEDER E TRATAR

Por que surgem? Como podem ser tratadas?

O que são as varizes?
As varizes são veias dilatadas e tortuosas e facilmente identificáveis por se localizarem debaixo da pele. As varizes estão englobadas na denominação Doença Venosa Crónica (DVC).

Quais são as causas das varizes?
Existem diversas causas para o aparecimento de varizes. Uma delas é fraqueza congénita ou herdada das paredes das veias, que as torna facilmente dilatáveis pela pressão natural do sangue. A exposição ao calor, o sedentarismo, passar-se permanecer muito tempo de pé e o excesso de peso são outros fatores que podem favorecer o aparecimento de varizes. O próprio processo de envelhecimento é um fator de agravamento deste problema.

As varizes são um problema frequente?
Sim. Estima-se que em Portugal cerca de 25% da população sofra de doença venosa crónica. Devido à componente hormonal e à gravidez, as mulheres sofrem mais deste problema.

Quais são os principais sintomas de doença venosa crónica?
A dor é a principal queixa, que se pode manifestar através da sensação de pernas pesadas e cansadas, cãibras, dormência e comichão. Pode ainda verificar-se inchaço, sobretudo nos tornozelos e pés, que se intensifica ao final do dia ou quando ocorre uma exposição prolongada ao calor.

Como se diagnosticam as varizes?
O médico pode detectar as varizes através da observação clínica e, para determinar o seu estádio, pode realizar-se um doppler ou eco doppler, exames não dolorosos nem invasivos que devem ser efectuados por um especialista.

As varizes podem ser graves?
Quando surgem alterações na cor e consistência da pele e esta se torna acastanhada, descamativa e endurecida, estes podem ser os sinais precursores de uma úlcera varicosa, situação clínica incapacitante, de difícil tratamento, e com impacto significativo na imagem e auto estima.

Actualmente, que tratamentos existem para a Doença Venosa Crónica?
O tratamento deve ser feito por um especialista em Angiologia/Cirurgia Vascular.
A terapêutica conservadora abrange os cuidados diários de hidratação da pele, a administração de fármacos flebotónicos (que ajudam a circulação venosa) e o uso de meias elásticas ou ligaduras.
No grupo dos tratamentos não conservadores incluem-se a escleroterapia (injectar-se uma substância que vai destruir o vaso), a laserterapia (transcutânea ou endovascular), a radiofrequência e a cirurgia clássica (“Stripping”). De acordo com cada caso, o médico fará a opção terapêutica mais adequada.

A Doença Venosa Crónica pode ser prevenida?
Para evitar o aparecimento de varizes, adopte estas medidas no seu dia-a-dia:
  • Hidrate o corpo diariamente;
  • Não use calças de ganga muito justas, ligas, cintas, meias que sejam muito apertadas na zona do tornozelo ou botas apertadas;
  • Não esteja muito tempo de pé, parado/a. Caminhe um pouco ou ponha-se em bicos de pés várias vezes;
  • Evite estar muito tempo sentado e com as pernas cruzadas, especialmente se as cadeiras tiverem um rebordo duro. Movimente as pernas regularmente;
  • Não tome banho com água muito quente;
  • Evite o excesso de peso, o tabaco e as bebidas alcoólicas;
  • Evite a exposição prolongada ao calor. Na praia, tente caminhar à beira-mar;
  • Nos dias mais quentes, massaje as pernas com água fria utilizando o chuveiro, de baixo para cima, durante cerca de 2 minutos;
  • Consulte um especialista em Cirurgia Vascular se tiver algum destes sintomas: dor, sensação de pernas pesadas e cansadas, cãibras, dormência, comichão ou inchaço que se agrava ao final do dia ou quando ocorre uma exposição prolongada ao calor.

terça-feira, 26 de abril de 2016

SOU ALÉRGICO AO PÓLEN. E AGORA?

A primavera chegou e o pólen anda no ar, para desespero dos alérgicos. Mas não desespere, há formas de evitar o desconforto.
 
Para algumas pessoas, é certo como um relógio: a primavera chega acompanhada de espirros, comichão nos olhos e no nariz, tosse e dificuldade em respirar. Os "culpados" são geralmente os minúsculos grãos de pólen provenientes de gramíneas ("fenos"), ervas daninhas e árvores, que nessa época se encontram espalhados pelo ar, transportados pelo vento. Para os alérgicos, que o podem ser apenas a um género específico de pólen ou a vários tipos, é uma fonte de desconforto difícil de evitar.

Sintomas da alergia
Os pólenes, em indivíduos sensibilizados de qualquer grupo etário e que contra eles produzem anticorpos, tanto podem provocar sintomas de rinite ou conjuntivite alérgica como de asma. Quando o pólen entra nas vias respiratórias de uma pessoa alérgica, o seu sistema imunitário procura combater a substância estranha, activando células que libertam histamina e muitos outros mediadores no corpo, o que desencadeia o aparecimento de sinais e sintomas de uma reacção alérgica, que pode incluir:
  • Tosse;
  • Pieira;
  • Espirros;
  • Olhos lacrimejantes;
  • Nariz a pingar;
  • Comichão nos olhos e no nariz;
  • Congestão nasal;
  • Garganta irritada;
  • Vermelhidão e comichão na pele.

Efectivamente, em pessoas com asma, o pólen pode provocar o estreitamento das vias aéreas, dificultando a passagem de ar para os pulmões e causando pieira, cansaço e uma sensação de opressão no peito.

Como combater a alergia ao pólen
Visto que o pólen se encontra no ar, a melhor forma de evitar as reacções alérgicas é limitar tanto quanto possível o tempo que se passa ao ar livre, particularmente durante as manhãs, quando a contagem de pólen no ar é maior, e também nos dias de mais vento - a chuva, pelo contrário, "limpa" os alergénios da atmosfera.

Outras medidas que podem ser adoptadas:
  • Use óculos de sol sempre que possível, para que o pólen não contacte com os olhos;
  • Evite estar próximo de plantas ou relva recém-cortada e, a ter de fazê-lo, utilize uma máscara;
  • Mude de roupa logo que chega a casa;
  • Tome duche e lave o cabelo antes de se ir deitar;
  • Evite ter animais de estimação (que possam trazer pólen no pelo) no quarto;
  • Não coloque a roupa a secar ao ar livre;
  • Feche as janelas e as portas com acesso ao exterior;
  • Mantenha as janelas fechadas enquanto conduz ou viaja de automóvel.

Ajuda médica
O desconforto causado pela alergia ao pólen pode ser atenuado com a administração de anti-histamínicos não-sedativos, gotas para os olhos e sprays nasais antialérgicos. Recomenda-se, no entanto, que consulte previamente o seu médico ou um alergologista, a fim de receber aconselhamento personalizado. Saiba que pode ter indicação para ser tratado com uma vacina antialérgica, a qual pode quase "curar" o seu problema ou o dos seus familiares.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

EXERCÍCIO FÍSICO: TOME-O COMO UM MEDICAMENTO

As semelhanças entre praticar exercício físico e tomar um medicamento não são pura coincidência, sabia?
Comprimido ao acordar, comprimido ao jantar e ainda outro ao deitar... Imagine, caro leitor, o que seria juntar tudo isto em apenas um só comprimido. Comprimido este que, para além de eficaz, faz-se acompanhar de bons momentos de convívio e de uma generosa dose de bem-estar. Pois bem, falamos de exercício físico! Se pudesse ser comprado como um comprimido, certamente seria o mais prescrito e o mais benéfico em todo o mundo.

Prescrição de exercício físico
Mas, afinal, como tomar este medicamento? A prescrição de exercício consiste num desafio interessante, em muito similar à prescrição de fármacos. Há horas mais favoráveis para a sua administração, deve seguir a posologia mais adequada para cada indivíduo, tem indicações específicas e também algumas contra-indicações. Então vejamos: existe uma clara diferença entre o necessário para tratar uma dor de cabeça e o necessário para tratar uma pneumonia. De igual forma, o exercício mais benéfico para um indivíduo com osteoporose consiste em exercícios de força, com efeitos não só a nível muscular mas, principalmente, a nível do aumento do conteúdo mineral ósseo. Já o tipo de exercício mais indicado para a perda de massa gorda, por exemplo, compreende exercícios de intensidade elevada.

Que tipo de exercício "tomar"?
Se comparamos o exercício a um medicamento, certamente pensarão em algumas contra-indicações. Em boa verdade, as contra-indicações absolutas para a prática de exercício são muito poucas. No entanto, os exercícios não devem ser todos utilizados de forma indiscriminada. Se a corrida pode ser utilizada como excelente ferramenta para a perda de massa gorda, por outro lado, deve ser evitada nos casos de artropatia do joelho. O organismo reage ao exercício de diferentes formas, umas positivas, outras negativas, pelo que é fundamental conhecer a “forma de administração” mais indicada para cada caso.

Posologia
E qual a melhor forma de tomar este medicamento? 50mg de 12 em 12 horas? No que respeita à posologia, esta é sempre indicada de acordo com o "objectivo do tratamento". Por exemplo, um exercício para um indivíduo hipertenso deverá ser realizado pelo menos três vezes por semana, com uma intensidade média, e deverá ter uma duração de, no mínimo, 25 minutos.

Duração do tratamento
Quanto à duração do tratamento, no exercício esta é essencial e, à semelhança da administração continuada de medicamentos, o aspecto mais difícil de respeitar. Quando se planeia um programa de aumento da massa muscular, não devemos esperar resultados visíveis antes de dois ou três meses de treino. É sabido que o músculo apenas “cresce” após semanas longas de estímulo. O problema surge ao final de um mês de treino, quando as pessoas não verificam nenhuma melhoria na sua musculatura e acabam por abandonar o treino. E este período de espera, já previsível, deve ser explicado por quem prescreve o exercício, da mesma forma que é feito quando se prescreve um medicamento.

Interacção
É bem conhecida a interacção entre medicamentos que diminuem ou potenciam a acção de outros. No exercício verifica-se o mesmo. Se um exercício de elevada intensidade antecipar um treino de técnicas muito exigentes, certamente a fadiga irá interferir na coordenação neuromuscular e, desta forma, na execução do gesto técnico. Um outro exemplo clássico é a interferência do exercício intenso ao final do dia, ou até mesmo à noite, com a qualidade do sono.

Como o corpo reage 
Se, na sequência deste raciocínio, pensarmos que lemos a "bula do exercício", certamente nos deparamos com as precauções especiais. De facto, quando actuamos sobre o nosso corpo, seja com medicamentos, seja com o exercício, ele reage. E reage de forma variada entre diferentes grupos de pessoas, pelo que, no momento da prescrição, devem ser tidas em conta as particularidades e até mesmo as patologias de cada indivíduo. Se for hipertenso deve evitar a manobra de valsalva, se é diabético não deve fazer exercício se, em jejum, a sua glicemia estiver acima dos 250 mg/dl, etc.

Comunicar com o médico e treinador
De igual forma, é também fundamental reportar dados relevantes: se começou um treino diferente, usou uma máquina nova ou até alterou em algum aspecto a sua alimentação e surge uma sensação fora de comum, comunique ao seu treinador e ao seu médico. Comunique-o, tal como faz em relação aos medicamentos.

Moderação é essencial
Por vezes, quando o entusiasmo é grande, verificam-se alguns casos de sobredosagem. Se tomar mais de 4g de paracetamol por dia, os seus efeitos podem ser graves para o organismo, assim como se praticar exercício físico de forma excessiva e insaciável, isso poderá ter graves consequências. Este é um erro frequente quando se procuram resultados rápidos. A recuperação entre os treinos é essencial! "Ouvir o corpo", saber parar e descansar são medidas decisivas para o sucesso de um plano de exercício.
Posto isto, e assinando a receita deste medicamento, não desperdice o exercício, ele pode ser-lhe muito útil quando usado na posologia correta, tal como qualquer medicamento!

quarta-feira, 20 de abril de 2016

PROTEJA-SE DOS CANCROS GINECOLÓGICOS MAIS COMUNS

Conheça os fatores de risco modificáveis do cancro do colo do útero e do cancro do endométrio e saiba o que está ao seu alcance fazer.
 
O cancro do colo do útero e o cancro do endométrio são os dois cancros ginecológicos mais frequentes em Portugal. É sabido que, como sublinha a Associação Europeia Contra o Cancro do Colo do Útero (ECCA), ter um factor de risco não significa que alguém que o tenha virá a desenvolver a doença, mas apenas que as possibilidades são maiores. Para saber o que pode fazer para reduzir as suas, basta continuar a ler.

1. Cancro do colo do útero
Todos os anos, são diagnosticados cerca de mil novos casos de cancro do colo do útero em Portugal. Na Europa Ocidental, Portugal é o país com a mais elevada taxa de incidência deste tipo de cancro.
Afecta a parte inferior e mais estreita do útero, que o liga à vagina, e ocorre com maior frequência a partir dos 40 anos. Tem origem na infecção persistente por um dos 15 tipos de vírus do papiloma humano (HPV) de alto risco. Segundo a ECCA, em consequência da presença do vírus, as células cervicais podem tornar-se anormais e evoluir para cancro.

Sintomas
A infecção é, muitas vezes, assintomática, sendo o rastreio a única forma de detectar células cervicais anormais. A persistência de infecção por vírus HPV de alto risco, em especial o tipo 16 e o 18, pode originar lesões da vulva, vagina ou colo do útero que podem ser denunciadas por:
  • Hemorragia vaginal anormal, após as relações sexuais (coitorragias), entre períodos menstruais regulares (metrorragias) ou após a menopausa (metrorragia pós menopausa)
  • Aumento do corrimento vaginal
  • Períodos menstruais mais prolongados e intensos do que o habitual (hiper e menorragias)
  • Dor na região genital e/ou durante as relações sexuais (dispareunia)

Factores de risco
Entre as mulheres que têm HPV de alto risco, que é o principal causador deste tipo de cancros do aparelho genital inferior, podem coexistir outros factores acessórios que facilitam a progressão para lesões malignas como:
  • O tabaco, grandes fumadoras
  • Doenças ou medicamentos que provoquem uma maior fragilidade do sistema imunitário (por exemplo, a quimioterapia, a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) ou a toma de medicação inibidora do sistema imunitário, por exemplo corticoides)
Outros factores de menor importância, como:
  • Tomar contraceptivos orais ("pílula") por mais de cinco anos
  • Ter três ou mais filhos (grandes multíparas)
  • Ter vários parceiros sexuais (ou ter parceiros sexuais que tenham tido muitos parceiros sexuais)

Como proteger-se
  • Faça regularmente o exame de Papanicolau (citologia do colo do útero), a única forma de detectar células cervicais pré-cancerígenas que provocam lesões que podem ser facilmente detectadas e tratadas, evitando a evolução para cancro
  • Sempre que existam alterações na citologia deverá, de acordo com o seu médico, fazer uma tipificação para os vírus de alto risco, em especial 16 e 18, e fazer uma colposcopia
  • O seu médico, de acordo com a sua idade, factores de risco e condição específica, pode aconselhá-la, quanto à periodicidade com que deve realizar o exame, bem como a altura e as condições ideais
  • Limite o número de parceiros sexuais. O HPV transmite-se através do contacto direto com a pele dos genitais, mesmo que não haja penetração, e a infecção é tão frequente que se pensa que a maioria dos adultos terá tido uma infecção ao longo da sua vida, mesmo que não o saiba
  • Vacine-se contra o HPV. Em Portugal, a vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação e é recomendada a raparigas entre os 10 e os 13 anos (inclusive), mas pode ser iniciada até aos 18 anos (exclusive) e completada até aos 25 anos (inclusive). Pode vacinar-se até aos 45 anos de idade
  • Informe-se junto do médico sobre os riscos associados à toma de contraceptivos orais ("pílula")


2. Cancro do endométrio
Também designado tumor endometrial, tem origem na camada interna de revestimento do útero. As mulheres caucasianas têm maior probabilidade de o desenvolver e, em 75 por cento dos casos, surgem após a menopausa, sobretudo a partir dos 50 anos. A genética desempenha um papel importante no seu desenvolvimento, mas a produção de níveis elevados de estrogénios ou a exposição prolongada a esta hormona podem estar na origem deste tipo de cancro.

Factores de risco
A terapêutica hormonal de substituição com estrogénios e sem progesterona e o uso de antiestrogénios estão associados a um maior risco.
Se não tem filhos, teve a primeira menstruação precocemente ou uma menopausa tardia, terá um maior risco. Uma vez que os estrogénios são produzidos no tecido adiposo, é mais provável que as mulheres obesas tenham níveis de estrogénios mais elevados, sendo o risco agravado pela diabetes e a tensão arterial elevada. Antecedentes familiares deste tipo de cancro, ou ter uma forma hereditária de cancro do cólon e/ou reto ou hiperplasia endometrial (um achado histológico benigno, comum após os 40 anos, em que há um aumento do número de células no endométrio) e ter feito radioterapia na zona pélvica aumenta ligeiramente o risco.

Sintomas
  • Pode manifestar-se através de uma hemorragia ou perda vaginal não habitual, que pode começar por ser uma perda sanguínea aguada e, ao longo do tempo, ir ficando mais espessa
  • Por uma hemorragia vaginal, depois da menopausa
  • Por dor na zona pélvica ou baixo abdómen especialmente ao urinar e/ou durante as relações sexuais

Como proteger-se
  • Faça uma alimentação equilibrada e diversificada, limitando a ingestão de gordura, e mantenha um peso saudável
  • Faça exercício físico regularmente
  • Controle a tensão arterial e a glicemia. Faça exames regularmente e, se tem hipertensão ou diabetes, não descure o acompanhamento médico. Encontrar a combinação certa de medicamentos pode fazer a diferença
  • Fale com o seu ginecologista sobre as vantagens e desvantagens das terapêuticas que existem para atenuar os sintomas associados à menopausa

Sabia que...
Os cancros ginecológicos abrangem, além do cancro do colo do útero e do cancro do endométrio, o cancro dos ovários (o mais letal) e o cancro da vulva e da vagina.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

FADIGA: QUANDO DEVE CONSULTAR O MÉDICO

Aprenda a distinguir o cansaço normal daquele que o deve levar a consultar o médico.
 
Cansaço, fadiga... Estas palavras podem ser usadas para descrever uma sensação generalizada e persistente de debilidade, falta de vitalidade e de energia, que se sente tanto a nível físico como intelectual e que afecta a capacidade de trabalhar ou de realizar tarefas simples. Os motivos podem ser muito variados, desde stress, ansiedade ou estados depressivos, mas também problemas cardíacos, pulmonares, infecções ou anemia.

Fadiga persistente
Se a fadiga começar a ser um sintoma persistente, é importante perceber qual a sua origem, já que pode ser um indicador de várias doenças. Saiba como distinguir o cansaço normal daquele que o deve levar a consultar o médico. Os principais sintomas associados à fadiga patológica incluem:
  • Estado geral alterado;
  • Fadiga muscular;
  • Problemas de concentração e de sono;
  • Falhas de memória;
  • Perda da libido;
  • Alterações do apetite.

Como pode ser tratada?
Na origem da fadiga persistente, muito comum nos dias de hoje, pode estar uma má alimentação, sono insuficiente e sedentarismo. Para combater a fadiga é assim fundamental, numa primeira abordagem, respeitar as horas de sono, praticar exercício físico moderado e seguir uma alimentação equilibrada. De acordo com a Cleveland Clinic, e em alguns casos, a toma de suplementos vitamínicos pode ser útil - mas apenas por indicação do médico.

No dia a dia, deve seguir estas regras:
  • Evitar a cafeína e os alimentos ricos em açúcar como fontes de energia, já que o seu efeito é precisamente o contrário, fazendo flutuar os níveis de glicemia e levando ao agravamento da fadiga.
  • Preferir uma dieta com frutas, vegetais e proteínas.
  • Para dormir melhor, não consuma café ou bebidas alcoólicas à noite e desligue a televisão antes de ir para a cama.
  • Para aumentar os níveis de energia, é aconselhável praticar 30 minutos (no mínimo) de exercício físico, pelo menos três vezes por semana.

Procurar a causa
Se o cansaço persistir mesmo depois de corrigidos alguns hábitos menos saudáveis, é necessário apurar a origem do problema. A fadiga pode estar associada a diferentes doenças, como:
  • Anemia É uma causa muito comum da fadiga patológica e a sua existência pode ser verificada através de análises sanguíneas.
  • Deficit nutricional A alimentação praticada hoje em dia promove, facilmente, carências em algumas vitaminas e minerais, cuja ausência no organismo pode provocar cansaço, tais como: selénio, iodo, ómega 3, vitamina D, magnésio e potássio.
  • Problemas na tiroide Tanto o hipertiroidismo como o hipotiroidismo podem provocar sintomas de fadiga que persistem ao longo do tempo.
  • Diabetes Se o cansaço for acompanhado de visão turva e micções muito frequentes, poderá ser um indicador da presença de diabetes.
  • Depressão Exaustão física e mental, tristeza e falta de apetite/apetite exagerado podem ser sintomas de depressão e não devem ser descurados.
  • Apneia do sono Acordar já cansado, dormir e não se sentir repousado ou ressonar são situações que indicam a presença de síndrome de apneia do sono.
  • Problemas cardíacos Principalmente nas mulheres, o cansaço persistente pode ser um indicador de doença cardíaca.

Atenção!
Não deixe de consultar o médico se a fadiga não tiver origem aparente e se não se atenuar mesmo depois da adopção de um estilo de vida saudável.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

IMPACTO DOS TRATAMENTOS ONCOLÓGICOS NAS CÉLULAS DO SANGUE

Os distúrbios hematológicos que podem ocorrer durante os tratamentos, o que deve fazer e os cuidados a ter
 
As células do sangue são produzidas na medula óssea. Dentro das células do sangue estão compreendidos os glóbulos brancos, que permitem combater a infecção; os glóbulos vermelhos, cuja função é oxigenarem os tecidos; as plaquetas, que participam na coagulação do sangue.

Distúrbios hematológicos
As células do sangue têm uma taxa de renovação extremamente rápida e, por isso, são muito sensíveis a tratamentos como a quimioterapia. Todos estes medicamentos podem, de uma maneira mais ou menos importante, provocar uma diminuição transitória do número das células sanguíneas.
Esta queda de glóbulos brancos e plaquetas é mais acentuada entre o 7° e o 14º dia após o tratamento. Poderá ser necessário fazer análises durante o intervalo dos tratamentos.

Glóbulos brancos A redução do número de neutrófilos (uma variedade dos glóbulos brancos), é denominada por neutropenia. A diminuição do número de neutrófilos diminui a resistência às infecções. O principal sintoma destas infecções é a febre que, por vezes, é acompanhada de arrepios, tremores e sudorese.

O que fazer?
  • Em caso de febre (definida por um pico superior a 38,5ºC ou por uma temperatura superior a 38ºC durante mais de 12 horas), ou em caso de temperatura inferior a 36°C, o doente deve contactar o médico de imediato.
  • O doente deve ainda estar atento a outros eventuais sinais de infeção: tosse com expetoração, tremores, transpiração anormal, ardor ao urinar, dores abdominais associadas a diarreia, inflamação do nariz e da garganta ou rash cutâneo acompanhado de calor. Se estes sinais aparecerem, o doente deve contactar o médico de imediato.

Cuidados que o doente deve ter
  • Evitar o contacto com pessoas com infecções ou que apresentem uma doença infecciosa ou contagiosa, como por exemplo a rubéola, a varicela ou a gripe.
  • Evitar o frio.
  • Evitar tarefas que possam provocar cortes nas mãos.

Glóbulos vermelhos A redução do número de glóbulos vermelhos é chamada anemia. Na maioria das vezes, está ligada a uma produção mais lenta de glóbulos vermelhos. As consequências são: grande fadiga, tonturas e dificuldade em respirar quando faz um esforço.

O que fazer?
  • O doente deve reportar ao médico toda a fadiga, tonturas e dificuldade em respirar. Este dirá se é ou não necessário fazer uma transfusão ou tratamento medicamentoso para estimular a produção de glóbulos.
  • O doente não se deve esforçar em caso de fadiga.

 
As plaquetas A redução do número de plaquetas é chamada trombocitopenia. A sua consequência é uma maior fluidez do sangue o que faz com que o risco de hemorragia seja maior.
Como sintomas, o doente pode apresentar pequenas manchas vermelhas na pele ou hematomas que aparecem sem razão aparente ou após pequenos traumas. Pode também apresentar sangramento das gengivas, pelo nariz e às vezes pode aparecer sangue na urina e nas fezes.
  • Se estes sintomas surgirem, o doente deverá prevenir o seu médico. Necessitará de fazer análises e eventualmente transfusão de plaquetas.

 
Cuidados que o doente deve ter
  • Fazer a barba com máquina e não com lâmina;
  • Utilizar uma escova de dentes macia;
  • Evitar actividades que podem provocar cortes;
  • Evitar os medicamentos que actuam sobre a coagulação, especialmente os que contêm aspirina, excepto quando prescritos pelo seu médico.