quinta-feira, 31 de março de 2016

CONGELAR OS ALIMENTOS: UMA OPÇÃO SAUDÁVEL?

Para que os alimentos mantenham as suas propriedades nutricionais ao serem congelados, siga estes conselhos.
 
Bem usado, o congelador pode ser o melhor amigo das famílias. Facilita-nos a vida quando não temos tempo para cozinhar, possibilita-nos comer pão fresco todas as manhãs e permite-nos planificar menus para as próximas semanas cozinhando o mesmo prato uma única vez. Quando congelados devidamente, os alimentos conservam as suas propriedades nutricionais por muito tempo e, por isso, constituem uma opção saudável. Só tem de seguir estas 8 regras:

  1. A primeira regra todos conhecemos: uma vez descongelado o alimento/refeição, não volte a congelá-lo porque, dependendo das características dos alimentos, o seu tempo de vida em congelação será diferente.
     
  2. Os produtos refrigerados e congelados, idealmente, devem ser transportados em sacos térmicos de modo a manter a temperatura até chegar a casa.
     
  3. Se quiser congelar carne ou peixe crus, arranje-os como se os fosse cozinhar naquela altura, retirando peles, gordura visível, ossos/espinhas. Corte-os em pedaços do tamanho que vai precisar quando os confeccionar.
     
  4. Quando quiser congelar verduras cruas, lave-as, elimine as partes não comestíveis. De seguida, deve submergi-las em água a ferver entre 1 a 2 minutos e, depois, passá-las por água fria. Este processo destruirá as enzimas, reduzirá os microrganismos e ajuda a manter a cor dos produtos.
     
  5. Se vai congelar algo que acabou de cozinhar ou que sobrou do jantar, espere sempre que arrefeça antes de o colocar no congelador (e no frigorífico também). Se se tratar de um guisado ou um cozinhado que tenha molho, não encha demasiado o recipiente – o processo de congelação leva a que os alimentos dilatem.
     
  6. Existem frigoríficos que dispõem de um botão que permite a congelação rápida. Se não for esse o caso do seu frigorífico, e idealmente, aproximadamente 12 horas antes de congelar alguma coisa, regule o termóstato para a temperatura mais fria e mantenha-a por mais 24 horas após colocar os alimentos no congelador. Depois, volte a regular o termóstato para -18º (que deve ser a temperatura a que deverá estar habitualmente).
     
  7. Ao contrário do que se costuma dizer, não deve deixar um alimento/refeição à temperatura ambiente para que descongele. Se se tratar de verduras, pode confeccioná-los ainda congelados. Em relação a outros alimentos, transfira-os para o frigorífico na véspera de os consumir e, se se tratar de uma refeição guardada num recipiente, mergulhe-a em água quente. Pode usar o micro-ondas.
     
  8. Etiquete os alimentos e recipientes com comida que congela. Indique o que é e a data. De acordo com o guia prático «O essencial sobre alimentação saudável», da Deco Proteste, eis os prazos de conservação no congelador dos alimentos que mais consumimos:
  • 2 meses Salsinhas; carne picada.
  • 3 meses Pão; refeições cozinhadas; congelados de supermercado; peixes gordos (sardinha, salmão, carapau); marisco; bolos.
  • 6 meses Peixes magros; carne de porco; caça; manteiga e ovos; salgados e tartes.
  • 8 meses Carne de borrego; fruta em calda; queijo da Serra e outros queijos de pasta mole.
  • 10 meses Frango.
  • 12 meses A maior parte das verduras; carne de vaca.
     
Sabia que… 
Os congeladores de 3 estrelas apenas servem para conservar alimentos já congelados. Para congelar deve ter 4 estrelas. A descongelação do congelador deve ser um procedimento regular, pois previne a formação de gelo no interior que por sua vez provoca um aumento dos gastos de energia, para além de poder ser um meio de contaminação dos alimentos.

quarta-feira, 30 de março de 2016

VIVER COM A DIABETES

Ser diagnosticado com uma doença crónica muda a nossa vida mas pode tornar-nos mais fortes para lidar com as dificuldades.
 
A diabetes é a doença crónica mais frequente no mundo ocidental e, se não for tratada, pode provocar complicações graves. Aceitar a doença e aprender a viver com ela (e não para ela) nem sempre é simples mas constitui um passo essencial, tanto em termos psicológicos como ao nível prático, já que o controlo da doença é um aspecto fundamental para os diabéticos prevenirem as complicações e usufruírem de uma vida saudável.

Processo de adaptação
A diabetes vai provocar mudanças ao nível pessoal e profissional (alguém que tenha uma profissão muito exigente, que envolva trabalhar fora de horas, não fazer refeições a horas certas, vai ter que, necessariamente, reajustar os seus hábitos). Uma mulher diabética que queira engravidar também terá de ter cuidados específicos.

Informar-se sobre a doença
O diabético deve procurar reunir todo o conhecimento possível sobre a patologia e as suas eventuais complicações a curto, médio e longo prazo (hipoglicemia e hiperglicemia, pé diabético, retinopatia, entre outras). Isto é também útil para a pessoa sentir que controla a situação. Visto que a mudança de estilo de vida (uma alimentação adequada e a prática de exercício físico, a toma de medicação (oral ou insulina) e o controlo da glicemia são os pilares do tratamento da diabetes, é importante que o doente domine esta matéria e que consciencialize que é obrigatória uma modificação de comportamentos, em que a autovigilância é uma palavra-chave.

Diabetes e crianças
A diabetes tipo 1 é uma das doenças crónicas mais frequentes nas crianças (embora, actualmente, existam casos de diabetes tipo 2 em idades cada vez mais precoces) e, usualmente, é diagnosticada até ao final da adolescência - muitas vezes, de forma abrupta. Implica alterações imediatas na rotina e que a criança/adolescente tenha de integrar as várias medições diárias da glicemia, a medicação, as consultas e exames médicos regulares, o seguimento de um plano alimentar adaptado e a prática de actividade física, o que pode não ser fácil de aceitar.

Rede de apoio
Ter um filho diagnosticado com diabetes é, também, um choque para os pais. É aconselhável que estes se informem exaustivamente acerca da doença, falem com outros pais de diabéticos, partilhem as suas angústias, ouçam conselhos. O médico que acompanha a criança também poderá ajudar os pais a entenderem melhor a doença e como podem ajudar o filho (em termos práticos e psicológicos).
Os pais aceitarem a doença do filho é essencial para que o possam ajudar a introduzir as modificações necessárias na sua rotina, a tratar-se adequadamente, a não sentir-se "diferente" e a ter a vida de criança/adolescente a que tem direito.

Famílias mais saudáveis
Os avanços que se têm verificado nos tratamentos da diabetes, a melhor compreensão da doença e abordagem médica multidisciplinar, incluindo a consciencialização de que uma alimentação adequada e a prática de exercício físico fazem parte da terapêutica, tornam possível aos diabéticos viverem bem. Muitas vezes, a própria família do doente (principalmente no caso da diabetes em crianças e adolescentes) acaba por adoptar um estilo de vida muito mais saudável do que tinha anteriormente, ao partilharem o mesmo regime alimentar que o diabético e ao tornarem-se mais activos fisicamente.

Manual do diabético
Para que a diabetes esteja controlada, o doente deve:
  1. Ter uma alimentação saudável e fraccionada;
  2. Praticar exercício físico regularmente;
  3. Não fumar e não consumir bebidas alcoólicas;
  4. Fazer a auto vigilância da doença e a medicação que lhe foi prescrita;
  5. Não faltar às consultas e realizar todos os exames solicitados pelos médicos.

Sabia que...
De uma forma muito simplificada, a diabetes caracteriza-se pelo excesso de açúcar que circula no sangue, provocado pela secreção deficiente de insulina (diabetes tipo 1) ou pela resistência à acção da insulina (diabetes tipo 2).

segunda-feira, 21 de março de 2016

VARIZES: COMO PREVENIR E TRATAR


Por que surgem? Como podem ser tratadas?
 

O que são as varizes?
As varizes são veias dilatadas e tortuosas e facilmente identificáveis por se localizarem debaixo da pele. As varizes estão englobadas na denominação Doença Venosa Crónica (DVC).
 
Quais são as causas das varizes?
Existem diversas causas para o aparecimento de varizes. Uma delas é fraqueza congénita ou herdada das paredes das veias, que as torna facilmente dilatáveis pela pressão natural do sangue. A exposição ao calor, o sedentarismo, passar-se permanecer muito tempo de pé e o excesso de peso são outros fatores que podem favorecer o aparecimento de varizes. O próprio processo de envelhecimento é um fator de agravamento deste problema.
 
As varizes são um problema frequente?
Sim. Estima-se que em Portugal cerca de 25% da população sofra de doença venosa crónica. Devido à componente hormonal e à gravidez, as mulheres sofrem mais deste problema.
 
Quais são os principais sintomas de doença venosa crónica?
A dor é a principal queixa, que se pode manifestar através da sensação de pernas pesadas e cansadas, cãibras, dormência e comichão. Pode ainda verificar-se inchaço, sobretudo nos tornozelos e pés, que se intensifica ao final do dia ou quando ocorre uma exposição prolongada ao calor.
 
Como se diagnosticam as varizes?
O médico pode detetar as varizes através da observação clínica e, para determinar o seu estádio, pode realizar-se um doppler ou eco doppler, exames não dolorosos nem invasivos que devem ser efetuados por um especialista.
 
As varizes podem ser graves?
Quando surgem alterações na cor e consistência da pele e esta se torna acastanhada, descamativa e endurecida, estes podem ser os sinais precursores de uma úlcera varicosa, situação clínica incapacitante, de difícil tratamento, e com impacto significativo na imagem e autoestima.
 
Atualmente, que tratamentos existem para a Doença Venosa Crónica?
O tratamento deve ser feito por um especialista em Angiologia/Cirurgia Vascular.
A terapêutica conservadora abrange os cuidados diários de hidratação da pele, a administração de fármacos flebotónicos (que ajudam a circulação venosa) e o uso de meias elásticas ou ligaduras.
No grupo dos tratamentos não conservadores incluem-se a escleroterapia (injeta-se uma substância que vai destruir o vaso), a laserterapia (transcutânea ou endovascular), a radiofrequência e a cirurgia clássica (“Stripping”). De acordo com cada caso, o médico fará a opção terapêutica mais adequada.
 
A Doença Venosa Crónica pode ser prevenida?
Para evitar o aparecimento de varizes, adote estas medidas no seu dia-a-dia:
  • Hidrate o corpo diariamente;
  • Não use calças de ganga muito justas, ligas, cintas, meias que sejam muito apertadas na zona do tornozelo ou botas apertadas;
  • Não esteja muito tempo de pé, parado/a. Caminhe um pouco ou ponha-se em bicos de pés várias vezes;
  • Evite estar muito tempo sentado e com as pernas cruzadas, especialmente se as cadeiras tiverem um rebordo duro. Movimente as pernas regularmente;
  • Não tome banho com água muito quente;
  • Evite o excesso de peso, o tabaco e as bebidas alcoólicas;
  • Evite a exposição prolongada ao calor. Na praia, tente caminhar à beira-mar;
  • Nos dias mais quentes, massaje as pernas com água fria utilizando o chuveiro, de baixo para cima, durante cerca de 2 minutos;
  • Consulte um especialista em Cirurgia Vascular se tiver algum destes sintomas: dor, sensação de pernas pesadas e cansadas, cãibras, dormência, comichão ou inchaço que se agrava ao final do dia ou quando ocorre uma exposição prolongada ao calor.

quinta-feira, 17 de março de 2016

TENHO VERTIGENS, O QUE DEVO FAZER?

Diferentes de uma simples tontura, as vertigens podem ser sintoma de várias doenças e requerem conselho médico
 
De acordo a Harvard Medical School, a vertigem é diferente de uma tontura e caracteriza-se por uma falsa sensação de movimento ou de rotação. Muitas vezes, as vertigens fazem-se acompanhar de falta de equilíbrio, náuseas, vómitos e sudação excessiva. As vertigens são um motivo para consultar o médico, pois geralmente devem-se a problemas do foro da otorrinolaringologia ou da neurologia e requerem tratamento especializado.

Vertigens como sintoma
As vertigens estão associadas a várias doenças, sendo as mais frequentes:

Vertigem posicional paroxística benigna (VPPB) É a causa mais frequente de vertigem. Manifesta-se por episódios recorrentes de sensação de rotação, com duração de segundos, associados ou não a náuseas. É um tipo de vertigem posicional, causada por alterações da posição da cabeça, por exemplo, ao levantar e deitar na cama ou pela hiperextensão do pescoço. Não surgem outros sintomas como perda de audição ou acufenos.
A VPPB decorre da presença anormal de partículas (os chamados “cristais”) nos canais semicirculares do ouvido interno.
O tratamento, após confirmação do diagnóstico por um médico, consiste em recolocar estas partículas no utrículo através de manobras de reposicionamento.

Vertigem Migranosa ou Vertigem associada a Enxaqueca É o termo que descreve o episódio de vertigem nos doentes com o diagnóstico ou manifestações de enxaqueca. Estudos apontam para uma prevalência estimada de 1% durante a vida, predominantemente nas mulheres e nas crianças.
Normalmente surge de forma espontânea mas pode ser provocada por alterações da posição, stress ou privação de sono.
Evitar os factores que desencadeiam as enxaquecas e controlá-las medicamente alivia as vertigens.

Nevrite vestibular É uma doença do ouvido interno caracterizada por uma vertigem violenta de instalação súbita, com duração de minutos a horas, na ausência de queixas auditivas. Surge em pessoas anteriormente saudáveis, geralmente após uma infecção respiratória viral. Pensa-se que a inflamação do nervo vestibular (responsável pela condução dos estímulos do ouvido interno ao sistema nervoso central) é, ela própria, de origem viral.
Para além do tratamento médico adequado, deverá ser iniciada reabilitação vestibular o mais precocemente possível de forma a permitir uma recuperação total da função vestibular.

Labirintite A labirintite distingue-se do problema anterior pelo facto de existir perda auditiva (neurossensorial) associada. Resulta de uma infecção viral, otite média aguda ou otite média crónica.

Doença de Ménière Esta doença caracteriza-se pela ocorrência quase sempre simultânea de vertigem, acufeno, diminuição da audição e, por vezes, sensação de ouvido tapado.
Evolui por crises com duração variável, podendo ser de minutos até 1 ou 2 dias, após as quais permanecem a sensação de instabilidade ou vertigens menos intensas.
Pensa-se ser originada por um aumento da pressão da endolinfa no ouvido interno (hidrópsia endolinfática) e, deste modo, recomenda-se uma dieta hipossalina, evicção do café e de situações potenciadoras de stress. Nas situações de crise são prescritos medicamentos que visam aliviar os sintomas e diminuir a pressão da endolinfa.
O diagnóstico faz-se através da observação da evolução clínica e da avaliação funcional (vestibular e auditiva), devendo os doentes ser acompanhados numa consulta especializada.

Tratamento caso a caso
É muito importante que alguém que sofra de vertigens consulte o médico, para que este, através da história e observação clínicas e de exames complementares, possa identificar a sua origem e, assim, poder prescrever o tratamento adequado.

Atenção!
  Actividadesdo dia a dia como conduzir, praticar desporto ou trabalhar podem tornar-se difíceis e perigosas quando se tem vertigens. Podem também ocorrer quedas, pelo que não é aconselhável sair sozinho. O médico será o melhor conselheiro e a pessoa certa para ajudar a encontrar e tratar a causa das vertigens, permitindo ao doente retomar a sua rotina normal.

quarta-feira, 16 de março de 2016

PREVENIR A DEPRESSÃO PÓS-PARTO: 10 CONSELHOS

O que precisa de saber para que o período depois do parto não se transforme numa fonte de ansiedade.

Nos primeiros tempos que se seguem ao nascimento do bebé, é normal que a mãe se sinta cansada, insegura, emotiva ou ansiosa. Mas, geralmente, essas queixas desaparecem decorridas algumas semanas. Já a depressão pós-parto prolonga-se durante meses e é motivo para consultar um especialista.

As queixas mais comuns
Os sintomas associados à depressão pós-parto incluem sentimentos de tristeza profunda, «vazio», desesperança, impotência, ausência de prazer em actividades que antes eram apreciadas, falta de apetite e perda de peso ou, pelo contrário, aumento de apetite e de peso. Pode também ser difícil, para a mãe, criar uma ligação com o bebé.

Jogue pela antecipação e reforce as suas defesas físicas e emocionais
  1. Faça uma alimentação equilibrada e fraccione as refeições ao longo do dia, não estando em jejum mais de 3 horas. Mesmo se não estiver a amamentar, evite bebidas alcoólicas.
  2. Procure incluir alguma actividade física no seu dia, tal como um passeio no parque com o bebé. 
  3. A meditação ou outras técnicas de relaxamento também podem ser úteis.
  4. Não crie expectativas irrealistas. É perfeitamente normal que não consiga levar a cabo todas as tarefas que antes fazia. 
  5. Peça ajuda se precisar – ponha o orgulho de lado. 
  6. Obrigue-se a reservar algum tempo só para si. Peça a alguém da sua confiança que fique a tomar conta do bebé e vá dar um passeio, ver montras ou visitar uma amiga.
  7. Se algo estiver a correr mal, faça um esforço para manter uma atitude positiva.
  8. É importante que o casal tenha alguns momentos a sós – isto é, sem o bebé. 
  9. Não se isole nem guarde só para si aquilo que está a sentir.
  10. Na presença e persistência das queixas acima referidas, vá ao médico. O primeiro passo para se sentir melhor é iniciar o tratamento.

Sabia que…
As modificações hormonais que ocorrem depois da gravidez podem estar na origem da depressão pós-parto mas existem também factores de risco como já se ter tido uma depressão.

terça-feira, 15 de março de 2016

7 CONSELHOS PARA CONSUMIR MENOS SAL

A ingestão excessiva de sal contribui para o desenvolvimento de várias patologias. Proteja-se e à sua família.
 
O sódio é necessário para a actividade nervosa e muscular e para manter o equilíbrio de água no organismo. No quotidiano, o nosso consumo de sódio provém, geralmente, do cloreto de sódio.
Sabe-se que o sal (cloreto de sódio) tem 40% de sódio e que para além de estar presente no sal de cozinha ou de mesa, encontra-se também nos vários produtos industrializados que são consumidos diariamente, como pão, queijo, fiambre, cereais, bolachas, produtos enlatados…

Sal q.b.
No que toca a ingestão diária de sal, a Organização Mundial de Saúde recomenda o valor máximo de 5g (aproximadamente 2000 mg de sódio).
No entanto, uma pesquisa realizada por investigadores da Harvard School of Public Health concluiu que cerca de 75% da população mundial consome cerca do dobro da quantidade diária de sal recomendada. Portugal é um dos países europeus que mais sal consome.

Perigos do sal em excesso
São vários os estudos que associam a ingestão excessiva de sal à hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares e, até, cancro do estômago e do esófago. No nosso país, as doenças cardiovasculares e as doenças oncológicas são, respectivamente, a primeira e a segunda causa de morte. É fundamental, por isso, reduzir o consumo de sal. Vamos dar-lhe 7 conselhos:
  1. Em vez de sal, use ervas aromáticas, especiarias ou algumas gotas de limão ou laranja para confeccionador e temperar os alimentos. Faça esta mudança gradualmente, para que o paladar se vá habituando a níveis de sódio mais baixos. Às refeições, não coloque o saleiro na mesa.
  2. A fruta e os vegetais têm um teor de sódio muito baixo. Inclua-os sempre nas refeições.
  3. Opte, sempre que possível, por produtos frescos. A comida processada é rica em sódio e pobre em nutrientes. 
  4. Use gorduras saudáveis para cozinhar (azeite, por exemplo).
  5. Substitua o pão branco por pão escuro (com cereais integrais). 
  6. Limite o consumo de produtos de charcutaria, queijos curados, frutos secos salgados, batatas fritas de pacote, crustáceos, patés, cubos de caldo… Evite fast food, molhos (mostarda, Ketchup, soja, chili, molho inglês) e refeições pré-confecionadas, comida enlatada, refrigerantes…
  7. Antes de comprar um alimento, leia o rótulo. Se este fizer referência ao conteúdo de sódio, multiplique esse valor por 2,5 e vai obter o conteúdo em sal (cloreto de sódio). Ou seja, se um alimento contiver 0,4g de sódio, este valor corresponde a 1g de sal (20% do valor diário recomendado pela OMS). 

Sabia que…
Um estudo da autoria do Centro de Excelência de Hipertensão e Risco Cardiovascular do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar do Alto Ave (CHAA) realizado numa escola de Guimarães, permitiu apurar que os alunos com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos consomem sal em excesso.

segunda-feira, 14 de março de 2016

OTITE SEROSA: a causa mais frequente de surdez infantil

O seu filho revela atraso na fala? Pede para colocar o som da televisão mais alto? Tem falta de atenção nas aulas? Então... poderá ter otite serosa.
 
A otite serosa consiste na presença de líquido seroso/ mucoso por detrás do tímpano, nas cavidades do ouvido médio, sem que hajam sinais inflamatórios agudos (febre, dor).

Quais as causas?
  1. Disfunção da trompa de Eustáquio - A trompa de Eustáquio é uma formação tubular que comunica o ouvido médio com o aparelho respiratório e que tem como funções o equilíbrio das pressões entre os ouvidos médio e externo, limpeza das secreções e protecção do ouvido médio.
  2. Inflamação crónica da mucosa do ouvido médio em resposta à presença de uma ou várias bactérias.
  3. Episódios infeccioso agudos de repetição

Que outros factores predisponentes existem?
  • Aleitamento artificial
  • Aleitamento na posição deitada
  • Frequência do infantário
  • Pais fumadores
  • Família numerosa com irmãos doentes

Como se manifesta a otite serosa?
  • Sensação de plenitude nos ouvidos ("ouvido tapado").
  • Diminuição da audição (a criança com 18 meses de idade deve já pronunciar a sua primeira palavra).
  • Normalmente, a otite serosa não é acompanhada de febre ou dor. A criança poderá ter dor muito ligeira.

Qual é o tratamento para a otite serosa?
A criança deve ser encaminhada para uma consulta de Otorrinolaringologia onde realizará exames e terapêutica dirigida a possíveis situações desencadeantes da otite serosa, nomeadamente, alergias, infecções respiratórias de repetição, adenoidite crónica, etc. Consoante a situação clínica, poderá haver necessidade de efectuar algum procedimento cirúrgico.

Quais são as complicações da otite serosa?
A otite serosa pode evoluir para outras formas de otite crónica com repercussão na audição e estado geral do doente. Pode haver necessidade de cirurgias mais complexas, muitas vezes sem garantias de recuperação total das características normais do ouvido.

Atenção!
A otite serosa caracteriza-se por uma surdez de transmissão, que quando resolvida ocorre recuperação da audição. No entanto, a persistência da otite serosa não sujeita a tratamento pode evoluir para uma surdez definitiva, pela libertação de mediadores inflamatórios tóxicos para o ouvido.