segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA: OS SINAIS DE ALARME

Os sinais de alarme que significam que os pais devem procurar ajuda médica
 
Mudanças físicas e emocionais, pressão entre pares ou medo de não corresponder às expectativas dos pais são acontecimentos e sentimentos habituais durante a adolescência. No entanto, para alguns jovens, o impacto é maior e os sentimentos de tristeza e a perda de interesse por quase tudo são persistentes e afectam todas as esferas da sua vida. A depressão afecta a forma como o adolescente pensa, sente e se comporta, podendo causar problemas físicos, emocionais e até funcionais.
Descubra mais sobre a depressão na adolescência e esteja atento aos sinais de alarme.

Factores de risco
Existem factores que aumentam o risco de desenvolver ou desencadeiam a depressão no adolescente, como:
• Ser do sexo feminino – a depressão é mais frequente em raparigas;
• Obesidade;
• Baixa autoestima;
• Problemas de relacionamento;
• Bullying;
• Ter sido vítima ou testemunha de violência física ou sexual;
• Ter anorexia ou bulimia;
• Ter uma perturbação de aprendizagem;
• Ter uma doença crónica;
• Consumir tabaco, bebidas alcoólicas ou drogas;
• Alteração da orientação sexual;
• Ter um pai, avô ou outro familiar com depressão, transtorno bipolar ou problemas de alcoolismo;
• Ter um membro da família que se suicidou;
• Ter passado por eventos recentes traumatizantes, como a morte de um familiar ou o divórcio dos pais.

Sinais de alarme
Os pais devem estar atentos e ter consciência que a depressão não é uma “fraqueza” que pode ser ultrapassada apenas com força de vontade, alertam os especialistas, sendo necessário procurar ajuda médica e tratamento especializados, que pode incluir a toma de fármacos e acompanhamento psicológico.
Os sinais e sintomas de depressão na adolescência incluem alterações nas emoções e comportamento, como:

Emoções
• Sentimentos de tristeza que podem incluir ataques de choro sem motivo aparente;
• Irritabilidade, frustração e raiva;
• Perda de interesse e pelas actividades do quotidiano;
• Perda de interesse pela família e amigos ou relações conflituosas com estes;
• Sentimentos de inutilidade, culpa e de autocrítica;
• Hipersensibilidade a eventuais rejeições ou falhas e necessidade excessiva de ser tranquilizado;
• Dificuldades de concentração, memória e em tomar decisões;
• Sensação que o futuro será difícil e “negro”;
• Pensamentos frequentes sobre morte, morrer e suicídio.

Comportamento
• Ter insónias ou dormir demasiado;
• Alterações no apetite que podem incluir perda de apetite e de peso ou comer demasiado e engordar;
• Consumo de bebidas alcoólicas ou drogas;
• Agitação ou inquietação;
• Pensamentos e movimentos mais lentos;
• Dores de cabeça ou no corpo sem razão aparente;
• Menor rendimento escolar;
• Aparência física pouco cuidada;
• Comportamentos de risco;
• Automutilação (cortes, queimaduras).

O que os pais devem fazer 
Perante um ou mais sinais de alarme, os pais devem conversar com o adolescente, tentando perceber o que este está a sentir. Se os sintomas de depressão se mantiverem, os pais devem aconselhar-se com o pediatra ou numa consulta de Medicina do Adolescente. No entanto, é fundamental não esperar muito tempo – os sintomas de depressão não melhoram por si só e tendem a agravar-se se não forem tratados. A depressão na adolescência pode conduzir ao suicídio, mesmo que os sinais e sintomas não pareçam muito graves.

Atenção!
Se o adolescente falar sobre morte e suicídio, procure ajuda: ligue para uma linha de apoio especializada, aconselhe-se com o médico e peça o apoio de familiares e amigos enquanto lida com a situação.

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