segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

PARA QUE SERVE O CORAÇÃO?

Visto que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte em Portugal e noutros países, perceba melhor o que se passa no seu coração e dê-lhe a importância que ele merece.
 
O que é? O coração é composto, na sua maior parte, por músculo (músculo cardíaco ou miocárdio). O coração localiza-se no centro do sistema circulatório, que é formado por uma rede de vasos sanguíneos (artérias, veias e capilares). Esta rede de vasos sanguíneos é responsável pelo transporte do sangue de e para todo o corpo.

Como funciona? O coração é controlado por uma espécie de sistema eléctrico que utiliza sinais eléctricos para contrair as paredes. Essa contração faz com que o sangue seja bombeado no sistema circulatório e as válvulas de entrada e de saída das câmaras cardíacas asseguram que o sangue flui na direcção certa.

Bomba vital O sangue que é bombeado transporta oxigénio e os nutrientes que os nossos órgãos e tecidos necessitam para funcionarem na perfeição. O sangue também transporta dióxido de carbono para os pulmões, para que este possa expelido quando expiramos.

Alimentar o coração Tal como os outros órgãos, e para funcionar bem, o coração necessita de sangue com oxigénio e nutrientes. A irrigação de sangue do coração é realizada pelas artérias coronárias.

Quando o coração adoece Ao preservarmos o coração, estamos a zelar por todos os outros órgãos do nosso corpo e pela nossa saúde global. Isto é, se o coração não estiver a trabalhar normalmente, os órgãos não receberão a quantidade de sangue necessária para que possam funcionar como é suposto.

Fatores de risco não modificáveis Ter antecedentes familiares de doenças cardiovasculares e o avançar da idade são fatores de riscos não modificáveis para as doenças que afetam o coração.

Fatores de risco modificáveis Existem outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares, muito associados ao estilo de vida, que pode suprimir:
  • Fumar
    Solução: Deixe de fumar. Já. Se não consegue fazê-lo sozinha/o, marque uma consulta antitabágica.
     
  • Níveis elevados de colesterol e hipertensão arterial
    Solução: controle regularmente os níveis de colesterol e da pressão arterial. Faça uma alimentação saudável, rica em fibra, vegetais e proteínas magras e pobre em açúcar, sal e gorduras saturadas. Evite as bebidas alcoólicas e com cafeína e não fume.
     
  • Sedentarismo
    Solução: pratique 30 minutos de exercício físico pelo menos 5 vezes por semana. Se não quer ir ao ginásio, fazer caminhadas, nadar ou andar de bicicleta são boas opções.
     
  • Excesso de peso e obesidade
    Solução: ter uma alimentação saudável e praticar exercício físico são os pilares de um peso corporal adequado. Se já tem excesso de peso ou é obesa/o, não deixe de consultar um nutricionista.
     
  • Stress
    Solução: se tem dificuldade em gerir o stress, experimente modalidades que ajudam a relaxar, como ioga ou pilates. No quotidiano, estabeleça objectivos realistas e defina prioridades.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

FEBRE: o que fazer... e o que NÃO fazer

Saiba como actuar consoante as situações.

A febre é das manifestações mais frequentes na criança, provoca grande ansiedade na família e é causa de muitas consultas e absentismo dos pais.
Não é uma doença mas sim um sinal comum a várias doenças. A febre consiste no aumento da temperatura corporal acima da variação diária normal e ocorre na infância, na grande maioria das vezes devido a uma infeção por vírus.

Variações da temperatura corporal
A temperatura do corpo é controlada por um centro termorregulador, que equilibra ganhos e perdas de calor de acordo com um ritmo diário normal (ritmo circadiano). As temperaturas são mais baixas de manhã e mais elevadas (cerca de 1 ºC) ao fim da tarde. Assim, a temperatura corporal sofre variações ao longo do dia, oscilando entre 36,5-37,5ºC.

Atenção à utilização excessiva de antipiréticos
A febre é uma resposta de defesa do organismo perante uma infeção. O aumento da temperatura corporal contribui para a inativação dos micro-organismos e controlo da sua multiplicação.
Por estas razões, a febre só deve ser combatida para aliviar o desconforto existente. A utilização de antipiréticos em excesso pode ser prejudicial, não só pela toxicidade dos mesmos, mas também porque se pode estar a prolongar a doença e as suas complicações.

Quando se considera "febre"?
Em termos práticos, convencionou-se considerar febre quando a temperatura axilar está acima dos 38ºC. Fala-se em temperatura subfebril quando a temperatura oscila entre 37,5 e 38ºC.

O que fazer quando surge febre na criança
  1. Vigiar e estar atento ao aparecimento de sinais de gravidade;
  2. Despir ou diminuir a quantidade de roupa;
  3. Insistir na ingestão de líquidos, dando pequenas quantidades de cada vez mas frequentemente;
  4. Perante temperatura acima dos 38ºC axilar e/ou com grande desconforto associado, administrar um antipirético, utilizando de preferência a monoterapia com paracetamol. Só se os picos de febre forem inferiores a 4 horas é que se deve usar outro fármaco, como o ibuprofeno, em alternância;
  5. Se a criança tem menos de 3 meses, deve procurar assistência médica imediata;
  6. Nas crianças mais velhas pode aguardar 3 a 5 dias antes da avaliação médica.

O que NÃO deve fazer quando surge febre na criança:
  1. Aquecer a criança vestindo-lhe mais roupa;
  2. Utilizar antipiréticos em horário fixo (usar em SOS);
  3. Querer tratar a febre com antibióticos;
  4. Insistir numa alimentação normal e abundante;
  5. Atribuir a febre a uma erupção dentária.

Quando recorrer à urgência hospitalar
Esteja atento a sinais de gravidade como:
  • Prostração, gemido;
  • Dificuldade respiratória;
  • Vómitos e dores de cabeça intensas, que se mantêm ou que se agravam;
  • Lesões cutâneas (pintinhas), que não desaparecem com a pressão local;
  • Convulsões, alteração do estado de consciência ou do comportamento (irritabilidade, agitação, sonolência).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

ESTA GRÁVIDA? 5 HÁBITOS QUE DEVE ELIMINAR JÁ

O que deve modificar no seu estilo de vida para uma gravidez saudável.
 
1. Tabagismo
Se ainda fuma, faça da gravidez uma motivação extra para abandonar este hábito. Fumar durante a gravidez afecta a sua saúde e a do bebé - com repercussões na saúde futura deste. Os compostos químicos que existem num cigarro e que inalamos quando fumamos são transportados através da corrente sanguínea e vão directamente para o bebé.

Fumar durante a gravidez...
  • Diminui a quantidade de oxigénio disponível para o bebé e para a mãe;
  • Aumenta a frequência cardíaca do bebé;
  • Aumenta a probabilidade de aborto, de parto prematuro ou de baixo peso do bebé à nascença;
  • Aumenta o risco de o bebé desenvolver problemas respiratórios;
  • Aumenta o risco de Síndrome de Morte Súbita.

2. Ingerir bebidas alcoólicas
A recomendação é para que que a grávida não consuma bebidas alcoólicas. Um estudo recente da Universidade de Manchester apurou que a ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo que moderada, nos primeiros meses de gravidez, pode prejudicar o desenvolvimento e crescimento da placenta, o que impede o fornecimento ideal de nutrientes e de oxigénio para o bebé.

3. Fazer uma alimentação desequilibrada
Ter uma dieta pobre e desequilibrada tem consequências em qualquer fase da vida, favorecendo o excesso de peso e o desenvolvimento de várias doenças. Por isso, agora que está grávida, é ainda mais importante que modifique os seus hábitos. Uma dieta saudável durante a gravidez ajuda o bebé a desenvolver-se e a crescer e, por outro lado, mantém a mãe saudável e em forma.
Não é necessário fazer uma dieta especial mas é importante assegurar que é variada, equilibrada e fraccionada e que os alimentos que ingere são ricos em vitaminas e minerais (como a fruta e os vegetais) e pobres em gorduras e açúcares - o que também é importante para prevenir a diabetes gestacional.
Por outro lado, o médico vai aconselhá-la em relação aos alimentos que deve evitar e os cuidados que deve ter a nível da preparação e confecção. E não se esqueça: não tem de "comer por dois" - isso é um mito!

4. Beber muitos cafés
Segundo o American College of Obstetricians and Gynecologists, o consumo de cafeína durante a gravidez não constitui um risco para a saúde da mãe e do bebé se não ultrapassar os 200mg por dia - o que corresponde a dois cafés, aproximadamente. No entanto, tenha em mente que não é só o café que contém cafeína, esta também está presente no chá, alguns refrigerantes e até no chocolate.

5. Não conseguir gerir o stress
É difícil que a gravidez e o próprio dia a dia não provoquem momentos de stress. Mas, segundo alguns especialistas, quando o stress deixa de ser ocasional pode ser prejudicial para a mãe e para o bebé. A capacidade que o organismo tem de lidar com o stress é afectada se este for continuado, levando a que o corpo reaja exageradamente e desencadeie uma reacção inflamatória.
Tente defender-se dos efeitos do stress mantendo uma rotina tranquila, aconselhando-se com o médico sobre as possíveis causas para o stress que está a sentir, bem como as  estratégias que pode adoptar para preveni-lo e geri-lo (meditação, entre outras técnicas).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ENXAQUECA OU DOR DE CABEÇA?

Como podemos distinguir uma dor de cabeça de uma enxaqueca? Sabia que a enxaqueca pode ser hereditária?
 
Enxaqueca e dor de cabeça não são exactamente a mesma coisa. A cefaleia, normalmente designada por dor de cabeça, é uma situação clínica muito frequente. Pode ser um sintoma isolado ou pode estar integrada numa síndrome mais ou menos complexa.
Já a enxaqueca é um tipo comum de dor de cabeça ou de cefaleia. Ou seja, a enxaqueca é uma dor de cabeça, mas uma dor de cabeça nem sempre é uma enxaqueca. Conhecer os sintomas e as causas é essencial para um correto diagnóstico e tratamento.

Tipos de cefaleias
As cefaleias podem ser:
  • Primárias
    São um problema de saúde por si só. Constituem a grande maioria das dores de cabeça.
  • Secundárias
    Resultam de outros problemas de saúde, como infecções, traumatismos cranianos, alterações da tensão arterial ou da glicemia.

As cefaleias primárias, por sua vez, podem ser:
  • Enxaquecas;
  • Cefaleia tipo tensão;
  • Cefaleia em salvas;
  • Outras cefaleias.

Como reconhecer uma enxaqueca
A enxaqueca é uma das formas clínicas mais comuns de cefaleia primária ou idiopática. É uma afeção do cérebro e pode ser hereditária. Em Portugal, a prevalência da enxaqueca ao longo da vida é de 16%. Manifesta-se por crises que podem durar entre 4 e 72 horas.
A dor é descrita como unilateral, pulsátil (o coração parece bater dentro da cabeça) e de intensidade moderada a severa, agravando-se com a actividade física, com a luz e com o ruído. Em alguns casos, a enxaqueca associa-se a náuseas e vómitos ou mesmo a sintomas neurológicos sensitivos (formigueiros ou dormência na face ou membro) e visuais (percepção de pontos, linhas ou figuras luminosas), as chamadas auras.

Como reconhecer uma cefaleia
A cefaleia de tensão caracteriza-se por uma dor mais leve, do tipo pressão ou aperto, com localização bilateral, e que não se agrava com a actividade, associando-se mais com a intolerância ao ruído. Na cefaleia em salvas, a dor é mais severa, unilateral com localização orbital (à volta do olho), supraorbital (acima do olho) e/ou temporal (na têmpora).
Existem ainda outros tipos de cefaleias, como a cefaleia primária de tipo guinada, que dura alguns segundos, a cefaleia primária de esforço, que ocorre após o exercício físico, e a cefaleia primária associada a actividade sexual.
O diagnóstico do tipo de cefaleia é feito a partir da história clínica (entrevista e exame físico, designadamente exame neurológico), mas em alguns casos o médico pode pedir exames complementares, como Ressonância Magnética ou TAC cerebral.

Tratamento
O tratamento da cefaleia tem como objectivo resolver as crises de forma eficaz e rápida, devolvendo ao doente a sua capacidade funcional, assim como impedir novas crises ou reduzir a sua frequência, duração e intensidade. Uma das medidas gerais é a identificação dos factores precipitantes, em pessoas susceptíveis, como a ingestão de certos alimentos ou de bebidas alcoólicas, o stresse, a menstruação, o jejum, alterações do ritmo do sono e esforços intensos ou a toma de determinados fármacos.
Nas crises agudas, os analgésicos e anti-inflamatórios são fármacos não específicos de primeira linha para o alívio da dor de cabeça mas que só actuam nas crises leves ou moderadas. Existem também fármacos específicos para a enxaqueca, como os triptanos e a ergotamina que são mais eficazes e atuam mesmo nas crises mais severas. Já a cefaleia em salvas pode exigir outros cuidados, incluindo oxigénio por máscara. O tratamento profilático (de prevenção) inclui alguns tipos de anti-hipertensores, antiepiléticos ou antidepressivos, devendo ser prescritos pelo médico.

Sabia que...
A enxaqueca não é uma doença exclusiva das mulheres e dos adultos, ao contrário do que muitos pensam, afectando também os homens e as crianças. Habitualmente, porém, surge a partir dos 15 anos e é mais comum no sexo feminino.
 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O SEU FILHO NÃO SE ADAPTA Á ESCOLA?

Saiba como ajudar o seu filho a ultrapassar este obstáculo.
 
Uma nova escola é todo um mundo desconhecido. Mas, geralmente, ao fim de poucos dias uma criança já sabe o caminho até à sala de aula, onde é o recreio e já fez novos amigos. No entanto, para outras crianças, esta mudança pode ser uma verdadeira provação. Conheça os sinais de alarme que denunciam uma adaptação mais difícil à nova escola.

Os sinais
Dores de barriga, de cabeça ou no peito, mal-estar, choro e, até, resistência física, são sinais típicos daquilo a que os especialistas chamam "recusa escolar". Muitas vezes a criança queixa-se sem mencionar que não quer ir à escola. Noutros casos, pode dizê-lo explicitamente. "Curiosamente", os sintomas passam pouco depois e nunca se manifestam nos fins de semana.
Se este é o caso do seu filho, a primeira coisa a fazer é conversar com ele e tentar perceber o que se passa. Talvez seja por ter saudades dos amigos e professores da antiga escola, por ter havido um desentendimento com um colega ou, simplesmente, a criança pode precisar de mais tempo para se adaptar. Mas se as queixas persistirem deve tomar medidas.

Leve o seu filho ao pediatra
Talvez haja uma razão física para as queixas que o seu filho manifesta, mesmo que estas sejam passageiras. Caso o pediatra descarte a hipótese de haver doença, converse com ele sobre a melhor forma de proceder para ajudar o seu filho a adaptar-se à nova realidade.
Por mais que lhe custe, evite deixar o seu filho faltar à escola. Quanto mais faltar, menos aproveitamento terá, o que pode originar um novo problema.

Identifique as causas
Procure perceber o que está a causar ansiedade no seu filho. Pode ser um desentendimento com um colega ou professor, ou a ansiedade da separação dos pais e de casa. O seu filho pode ter medo que, por alguma razão, os pais não o vão buscar à escola ou que alguma coisa lhes aconteça. Use argumentos baseados no bom senso (que são sempre os mais convincentes), explicando que os pais não o vão "abandonar" e tente ir buscá-lo um pouco mais cedo no dia seguinte. Ver o pai ou a mãe logo que sai da sala vai contribuir para diminuir a ansiedade.

Ajude-o a criar laços com o professor
O afeto para com os professores é a base para que a criança fique disponível para aprender. Se sente que o seu filho ainda não criou esta ligação, fale com a professora/professor. Explique-lhe que sente que o seu filho precisa de mais tempo para se adaptar e que espera dela/e um esforço complementar no sentido de o ajudar.

Fortaleça a vossa ligação
Sentir que os pais estão a par do que se passa na escola e prontos para o ouvir dará uma grande segurança ao seu filho. Assegure-se que reserva, todos os dias, algum tempo para conversarem sobre o dia na escola. A hora de jantar, em que todos os membros da família estão reunidos à mesa, é uma boa ocasião para falarem sobre o que a criança fez na escola.

Peça ajuda
Se mesmo com toda a atenção dos pais e professores o seu filho continua não querer ir à escola, se tiver pesadelos e estiver muito ansioso, aconselhe-se novamente junto do pediatra. Este saberá o que fazer e, se achar necessário, pode encaminhar a criança para uma consulta de psicologia infantil.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA: OS SINAIS DE ALARME

Os sinais de alarme que significam que os pais devem procurar ajuda médica
 
Mudanças físicas e emocionais, pressão entre pares ou medo de não corresponder às expectativas dos pais são acontecimentos e sentimentos habituais durante a adolescência. No entanto, para alguns jovens, o impacto é maior e os sentimentos de tristeza e a perda de interesse por quase tudo são persistentes e afectam todas as esferas da sua vida. A depressão afecta a forma como o adolescente pensa, sente e se comporta, podendo causar problemas físicos, emocionais e até funcionais.
Descubra mais sobre a depressão na adolescência e esteja atento aos sinais de alarme.

Factores de risco
Existem factores que aumentam o risco de desenvolver ou desencadeiam a depressão no adolescente, como:
• Ser do sexo feminino – a depressão é mais frequente em raparigas;
• Obesidade;
• Baixa autoestima;
• Problemas de relacionamento;
• Bullying;
• Ter sido vítima ou testemunha de violência física ou sexual;
• Ter anorexia ou bulimia;
• Ter uma perturbação de aprendizagem;
• Ter uma doença crónica;
• Consumir tabaco, bebidas alcoólicas ou drogas;
• Alteração da orientação sexual;
• Ter um pai, avô ou outro familiar com depressão, transtorno bipolar ou problemas de alcoolismo;
• Ter um membro da família que se suicidou;
• Ter passado por eventos recentes traumatizantes, como a morte de um familiar ou o divórcio dos pais.

Sinais de alarme
Os pais devem estar atentos e ter consciência que a depressão não é uma “fraqueza” que pode ser ultrapassada apenas com força de vontade, alertam os especialistas, sendo necessário procurar ajuda médica e tratamento especializados, que pode incluir a toma de fármacos e acompanhamento psicológico.
Os sinais e sintomas de depressão na adolescência incluem alterações nas emoções e comportamento, como:

Emoções
• Sentimentos de tristeza que podem incluir ataques de choro sem motivo aparente;
• Irritabilidade, frustração e raiva;
• Perda de interesse e pelas actividades do quotidiano;
• Perda de interesse pela família e amigos ou relações conflituosas com estes;
• Sentimentos de inutilidade, culpa e de autocrítica;
• Hipersensibilidade a eventuais rejeições ou falhas e necessidade excessiva de ser tranquilizado;
• Dificuldades de concentração, memória e em tomar decisões;
• Sensação que o futuro será difícil e “negro”;
• Pensamentos frequentes sobre morte, morrer e suicídio.

Comportamento
• Ter insónias ou dormir demasiado;
• Alterações no apetite que podem incluir perda de apetite e de peso ou comer demasiado e engordar;
• Consumo de bebidas alcoólicas ou drogas;
• Agitação ou inquietação;
• Pensamentos e movimentos mais lentos;
• Dores de cabeça ou no corpo sem razão aparente;
• Menor rendimento escolar;
• Aparência física pouco cuidada;
• Comportamentos de risco;
• Automutilação (cortes, queimaduras).

O que os pais devem fazer 
Perante um ou mais sinais de alarme, os pais devem conversar com o adolescente, tentando perceber o que este está a sentir. Se os sintomas de depressão se mantiverem, os pais devem aconselhar-se com o pediatra ou numa consulta de Medicina do Adolescente. No entanto, é fundamental não esperar muito tempo – os sintomas de depressão não melhoram por si só e tendem a agravar-se se não forem tratados. A depressão na adolescência pode conduzir ao suicídio, mesmo que os sinais e sintomas não pareçam muito graves.

Atenção!
Se o adolescente falar sobre morte e suicídio, procure ajuda: ligue para uma linha de apoio especializada, aconselhe-se com o médico e peça o apoio de familiares e amigos enquanto lida com a situação.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

VÍRUS ZIKA: O que é e como evitar a propagação?

A doença causada pelo vírus Zika é considerada uma doença infecciosa emergente. Saiba quais são os sintomas e as principais medidas de prevenção.
 
O vírus Zika é transmitido pela picada de mosquitos infetados
O vírus Zika pertence à família Flaviviridae. Os principais vectores (mosquitos transmissores do vírus) são do género Aedes (Aedes aegypti e Aedes albopictus). Não se trata de um vírus novo. Na verdade, foi isolado, pela primeira vez, em 1947, na floresta Zika, no Uganda e vem daí o seu nome.
Antes de 2007, estavam documentados apenas pequenos surtos em África e no sudeste da Ásia. A partir desse ano o Zika vírus chegou às ilhas do Pacífico. Os primeiros casos na América Latina foram reportados em 2015. Em Portugal estavam descritos, até Janeiro de 2016, cinco casos, todos eles importados.

Como se transmite o vírus Zika?

O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos infectados. Não se transmite de pessoa para pessoa, apesar de haver a suspeita de casos de transmissão por via sexual.

Sinais e sintomas do vírus Zika

Na maioria dos casos, a infecção pelo vírus Zika não dá sintomas (entre 60 a 80%). Quando ocorrem, os sintomas são geralmente ligeiros e autolimitados, durando entre 4 a 7 dias e desaparecendo sem causar complicações e sem necessidade de hospitalização.
Os sintomas mais frequentes do Zika vírus são:
  • Febre
  • Erupções cutâneas
  • Dores nas articulações
  • Dores de cabeça
  • Dores musculares
  • Conjuntivite não purulenta/Hiperemia conjuntival

Com menos frequência:
  • Dores nos olhos
  • Sintomas gastrointestinais

Na sequência da epidemia, foi notificado um número superior ao habitual de casos de síndrome de Guillain-Barré e de anomalias congénitas (microcefalia) em fetos e recém-nascidos de mães expostas ao vírus Zika nos dois primeiros trimestres da gravidez. Contudo, a relação causal entre a infecção e estes problemas ainda não está comprovada.

Quais os cuidados a ter para prevenir a infeção pelo vírus Zika?

Como não ainda não existe uma vacina ou um medicamento preventivo contra o vírus Zika, a principal medida de prevenção é proteger-se contra a picada do mosquito nas deslocações para as áreas afectadas, aconselhando-se previamente numa Consulta do Viajante ou com o seu médico assistente e seguindo as recomendações das autoridades, sobretudo no caso das mulheres grávidas.
Os principais conselhos são:
  • Aplicar repelentes de mosquitos, seguindo as instruções do fabricante;
  • Usar camisas de manga comprida e calças para proteger o corpo;
  • Preferir alojamentos com ar condicionado;
  • Utilizar redes mosquiteiras, caso o alojamento não disponha de ar condicionado.

Se está grávida e regressou recentemente de uma zona afectada pelo vírus Zika, deve consultar o seu médico assistente para ser devidamente seguida.
Se viajou até um país afectado e tiver um dos sintomas descritos até 12 dias após a data de regresso, aconselhe-se com o seu médico. Recorde-se que o período de incubação varia entre 3 a 12 dias após a picada do mosquito infectado.

Tratamento do vírus Zika

O tratamento do Zika vírus é dirigido aos sintomas da infecção e assenta em antipiréticos (para baixar a febre), analgésicos (para aliviar a dor) e anti-histamínicos (para combater o prurido cutâneo). Não existe ainda um medicamento específico.
Em caso de febre, aconselha-se a ingestão de muitos líquidos, para evitar a desidratação.
É desaconselhado o uso de ácido acetilsalicílico e de anti-inflamatórios não esteroides devido aos riscos associados.