quarta-feira, 13 de abril de 2016

CHEGOU AOS 40... O QUE DEVE VIGIAR?

Existem vários exames, rastreios e consultas que possibilitam a prevenção e diagnóstico precoce de várias patologias.
 

CONSULTAS
» Consulta de Medicina Geral e Familiar
É aconselhável realizar um check-up anual.
  • A consulta inclui a observação clínica, medição da tensão arterial, análises do colesterol, glicemia, ureia, entre outras.

» Consulta de Medicina Dentária
Essencial para prevenir cáries e doenças periodontais que, por sua vez, têm repercussões na saúde geral.
  • Idealmente, a consulta deve ser realizada de 6 em 6 meses e incluir o exame da boca e higienização oral.

» Consulta de Otorrinolaringologia
A partir dos 40 anos, é conveniente realizar um exame auditivo, repetindo-o de 3 em 3 anos.

» Consulta de Oftalmologia
É aconselhável realizar um exame oftalmológico anualmente. Se existirem algum tipo de patologias, o seu médico indicar-lhe-á a periodicidade com que deve ir à consulta.

» Consulta de Urologia
A partir dos 45 anos é conveniente consultar o Urologista, para realizar uma vigilância adequada das patologias da próstata (pois estas podem evoluir de forma assintomática) e eventuais queixas associadas ao envelhecimento masculino.

EXAMES
» Autoexame testicular
Mensalmente, no duche ou depois deste, o homem deve realizar este autoexame muito útil para diagnosticar o cancro testicular.
Como fazer o autoexame testicular:
  1. Examine um testículo de cada vez e de forma semelhante.
  2. Deve envolver o escroto com as mãos e estar atento a um eventual inchaço ou alto. O polegar e alguns dos dedos devem ficar livres para palpar os testículos.

» Autoexame da pele
Deve ser efectuado regularmente e é fundamental para prevenir o cancro cutâneo.
Como fazer o autoexame da pele:
Esteja atento a alterações nos sinais que tem e ao aparecimento de novos sinais.
  • Observe a cor e forma dos sinais, procurando modificações na simetria, cor, rebordo e diâmetro.
  • Se detectar alguma alteração é aconselhável consultar o Dermatologista.

» PSA (Prostrate-Specific Antigen)
Análise sanguínea ao antigénio específico da próstata e que permite detectar o cancro da próstata ao medir a concentração no sangue de uma proteína que é produzida pela próstata e que aumenta se existir o desenvolvimento de células tumorais. Se os resultados forem preocupantes, o diagnóstico preciso é obtido através de uma ecografia transrectal da próstata com biopsia.
Deve ser efectuada depois dos 45 anos, anualmente.

» Colonoscopia
Exame que permite diagnosticar precocemente o cancro do cólon e que deve ser efectuado aos 50 anos e repetido a cada 5 anos.
  • Se existirem doenças inflamatórias crónicas, pólipos ou antecedentes familiares de patologias ou tumores intestinais, o médico poderá recomendar que o primeiro exame seja realizado antes dos 50 anos e repetido mais frequentemente.

» Densitometria óssea
Este exame determina a densidade mineral óssea e é essencial para o diagnóstico da osteoporose. Os homens devem fazê-lo a partir dos 70 anos, embora o médico possa recomendar que o exame seja realizado mais precocemente em casos de toma prolongada de fármacos como corticoides, existirem patologias como hipotiroidismo ou fraturas causadas pelo facto dos ossos estarem frágeis.

RASTREIOS
» Rastreio do VIH
Deve ser feito se existirem dúvidas sobre a possibilidade de se estar infectado pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH):
  • Se teve relações sexuais sem preservativo;
  • Se partilhou seringas, agulhas ou outro material utilizado para injetar drogas;
  • Se fez um piercing ou tatuagem com material não esterilizado;
  • Se contactou directamente com o sangue de outra pessoa.

» Rastreio da Hepatite B
A contaminação pelo vírus da hepatite B é feita através do sangue, sémen, saliva, secreções vaginais e leite materno. O teste deve ser realizado quando:
  • Os pais forem portadores de hepatite B;
  • Se consumiu drogas injectáveis;
  • Se teve ou tem múltiplos parceiros ou infecções transmitidas sexualmente;
  • A contaminação com o VIH/SIDA também justifica que se faça o teste, assim como se se fez uma tatuagem ou piercing com material não esterilizado.

» Rastreio da Hepatite C
A contaminação por este vírus é feita, essencialmente, por via sanguínea.
  • O rastreio deve ser realizado se se injectaram drogas;
  • Se fez um piercing ou tatuagem com material não esterilizado;
  • Se existiu a partilha de tesouras ou lâminas.

terça-feira, 12 de abril de 2016

O SEU FILHO É A ALERGICO A CERTOS ALIMENTOS?

Nos últimos anos, a prevalência e a gravidade da alergia alimentar tem aumentado. Fique a par dos sinais
 
A alergia alimentar é uma patologia cuja prevalência e gravidade tem aumentado nos últimos anos. O leite, ovo e peixe são os alimentos mais frequentemente envolvidos e, com menor frequência, surgem o trigo, amendoim, frutos secos, mariscos e frutos frescos.

Os sintomas de alergia alimentar
A alergia a um determinado alimento leva ao aparecimento de sintomas poucos minutos após a sua ingestão. Estas reacções podem atingir a pele e mucosas (as mais frequentes são a urticária e o angioedema), as vias respiratórias (rinoconjuntivite, asma), o intestino (vómitos, diarreia) e o sistema cardiovascular (choque anafilático, menos frequente mas mais grave).
 
Diagnosticar a alergia alimentar
As situações de alergia alimentar devem ser diagnosticadas correctamente de forma a efectuar a evicção adequada dos alimentos que provocam alergia. No entanto, importa também evitar dietas muito restritivas que podem provocar problemas nutricionais. Com base na história clínica, identificam-se os alimentos suspeitos, para os quais se efectuam os testes cutâneos por picada ou o doseamento de IgE específica no sangue. Um teste cutâneo positivo não significa obrigatoriamente que o doente seja alérgico a esse alimento e não o possa ingerir. Um teste negativo também não permite excluir completamente o diagnóstico de alergia alimentar, principalmente quando falamos de alergia a frutos e legumes.

Tratamento
Uma vez estabelecido o diagnóstico da alergia alimentar, o tratamento consiste na eliminação do ou dos alimentos da dieta. Esta evicção inclui não só os alimentos ingeridos na forma natural mas também os alimentos utilizados como ingredientes, muitas vezes ocultos. Quem cuida de uma criança alérgica deve habituar-se a ler os rótulos das embalagens de alimentos e verificar a lista dos ingredientes presentes.

Ingestões acidentais
As ingestões acidentais podem ocorrer apesar de todos os cuidados para uma evicção adequada. A terapêutica destas reacções depende dos sintomas que surgirem. Os anti-histamínicos são utilizados quando surgem sintomas ligeiros como comichão no nariz ou olhos, espirros ou urticária. Associam-se corticoides quando estamos perante sintomas mais generalizados na pele ou ocorrer dificuldade respiratória. Em casos seleccionados, a prescrição de adrenalina poderá estar indicada.
 
Sabia que…
A maioria das crianças com alergia ao leite e ao ovo adquirem tolerância até à idade escolar. Alergias a outros alimentos como peixe, mariscos, amendoim, frutos secos e frutos frescos tendem a persistir, frequentemente associadas a outras doenças alérgicas (asma, rinite, conjuntivite…) 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

1ª MENSTRUAÇÃO: COMO EXPLICA-LA À SUA FILHA?

Temas que fazem parte das "conversas difíceis" que, mais cedo ou mais tarde, todos os pais vão ter com os filhos. Damos-lhe uma ajuda.
 
Nas raparigas, os principais sinais de desenvolvimento pubertário consistem no aparecimento dos pelos púbicos e do peito (mamas) e, só depois, surge a primeira menstruação (menarca). E mais cedo ou mais tarde vão surgir as perguntas, o que é inevitável, pois as mudanças provocam interrogações em todas as crianças. Mas não há nada como estar preparado para que consiga lidar com todas as dúvidas da sua filha e ajudá-la... a crescer.

Abordar o tema
Em geral, costuma ser mais fácil para uma mãe conversar sobre este assunto, o que não significa que não possa ser o pai a fazê-lo. Em primeiro lugar, não deve esperar que a sua filha tenha a primeira menstruação para lhe falar sobre o tema. Antecipe-se, explicando-lhe que o corpo vai sofrendo transformações a cada ano que passa e que essas mudanças correspondem à passagem da infância para a adolescência e, posteriormente, para a idade adulta.

A explicação
À medida que a sua filha fica mais crescida, já se pode ser mais específico. Pode começar por dizer-lhe que a menstruação é algo perfeitamente natural e comum a todas as raparigas "mais crescidas". Depois, explique-lhe (ou, se tiver jeito para desenhar, faça uma ilustração) que começar a ter a menstruação significa que, todos os meses, o corpo da mulher se prepara para a gravidez e, quando esta não acontece, o endométrio (tecido com muitos vasos sanguíneos que reveste o útero) desprende-se e provoca um sangramento que é eliminado  através da vagina. O útero é um órgão oco, em forma de pêra, que acolhe e nutre o bebé durante a gravidez. Reforce que o facto de ocorrer um sangramento não é motivo para alarme.

Não mude de assunto
Se forem colocadas perguntas concretas, responda-lhe. Não é preciso fazer uma dissertação muito elaborada e científica sobre a anatomia feminina e o aparelho reprodutor mas deve dar-lhe respostas e estar disponível para esclarecer todas as dúvidas, por mais inconvenientes ou estranhas que possam parecer.

5 perguntas que a sua filha lhe pode fazer

Para que não seja apanhada desprevenida, damos-lhe já as respostas.
1. Quando vou ter a primeira menstruação?
Geralmente, o início da menstruação ocorre entre os 12 e os 13 anos, mas pode ser mais cedo ou mais tarde.
Pode acontecer que a jovem tenha a sua primeira menstruação e, nos meses que se seguem , esta não apareça regularmente, isto é, todos os meses. Por vezes são precisos um a dois anos para que a menstruação se torne regular.
2. Quantos dias dura a menstruação?
Embora o ciclo menstrual varie de mulher para mulher, o habitual é que dure entre três a cinco dias, embora em alguns casos possa ser mais curto e noutros mais comprido, o que é perfeitamente normal.
3. De quanto em quanto tempo vou ter a menstruação?
Geralmente, e depois de algum tempo de irregularidade, o ciclo menstrual acaba por regularizar e ter uma duração média de 28 dias (embora, em certos casos, continue a ser irregular).
4. Vou ter dores?
Existem vários sinais e sintomas associados à menstruação e estes costumam surgir alguns dias antes desta, desaparecendo com o aparecimento da hemorragia menstrual (e que podem ser atenuados através da toma de determinados medicamentos). Os mais frequentes são:
  • Irritabilidade, hipersensibilidade e alterações de humor;
  • Dores abdominais (como se fossem cãibras);
  • Peito dorido;
  • Distensão abdominal (barriga inchada);
  • Dores de cabeça;
  • Fadiga;
  • Aparecimento ou agravamento de borbulhas.
5. Há pensos higiénicos para a minha idade?
Os pensos higiénicos podem ser usados desde a primeira menstruação e a mãe ou irmã mais velha da adolescente pode ajudá-la a seleccionar os mais apropriados e explicar-lhe como se utilizam.

Sabia que...
Deve levar a sua filha a uma primeira consulta de Ginecologia durante a adolescência. Trata-se apenas de uma visita e o médico normalmente nem sequer precisa de  realizar uma observação pélvica. Essencialmente, a/o ginecologista vai conversar com a adolescente e fazer-lhe algumas perguntas (quando teve a primeira menstruação, se esta lhe provoca algum tipo de dores, entre outras questões).
O médico vai explicar-lhe todas as duvidas que possam ter referentes à menstruação e sintomas associados, alterações de peso e da pele. Poderá dar-lhe informações importantes de prevenção de doenças e aconselhamentos vários, nomeadamente sobre vacinas.
O estabelecimento de uma relação de confiança será o mais importante para a vida futura ginecológica da jovem.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

OS HIDRATOS DE CARBONO SÃO BONS OU MAUS?

Que tipos de hidratos de carbono devemos preferir e quais devemos evitar? As respostas a todas as suas dúvidas
 
Imprescindíveis Precisamos de hidratos de carbono para satisfazermos as necessidades energéticas diárias do organismo. No entanto, porque nem todos os hidratos de carbono são iguais, devemos aprender a fazer as opções mais saudáveis.

Hidratos de carbono simples São rapidamente absorvidos e digeridos pelo organismo e, por esse motivo, dão pouca saciedade. Dentro deste grupo de hidratos de carbono, os alimentos refinados (açúcar) são a pior opção, uma vez que fornecem as chamadas "calorias vazias", pois apresentam falta de vitaminas, minerais e fibras. O açúcar, os bolos e os refrigerantes constituem alguns exemplos de hidratos de carbono simples.

Hidratos de carbono complexos A opção mais saudável. Os hidratos de carbono complexos são absorvidos e digeridos lentamente pelo organismo, fazendo-nos sentir saciados mais rapidamente. Os cereais, a batata, o arroz, a massa e as leguminosas secas (feijão, grão, lentilhas) são fontes de hidratos de carbono complexos.

Pequeno-almoço Quando acordamos, as nossas necessidades energéticas são maiores devido ao jejum nocturno, pelo que o pequeno-almoço deve ser rico em hidratos de carbono complexos. Ao longo do resto do dia dia, deve distribuí-los, de forma moderada, pelas restantes refeições.

Sabia que…
À noite, a produção de energia é menos prioritária para o organismo e, se consumir hidratos de carbono em exagero, estes irão ser convertidos em gordura

quinta-feira, 7 de abril de 2016

PREVINA AS LESÕES MUSCULARES E DOS TENDÕES

Conheça melhor este tipo de lesões, as suas causas, e aprenda a previna-las.
 
 
As lesões musculares são a causa mais frequente de incapacidade física no desporto, correspondendo a cerca de 30 a 50% das lesões. As lesões musculares podem ser causadas por pancadas diretas e estiramentos. Cerca de 90% das lesões musculares no desporto correspondem a estiramentos.
As lesões musculares podem dividir-se consoante o grau:
  • Ligeiras (grau I) Com presença de inchaço e desconforto;
  • Moderadas (grau II) Com perda de função e formação de hematoma ou equimose;
  • Graves (grau III) Com rotura completa, dor intensa e hematoma de grandes dimensões.
 
As causas das lesões musculares
De um modo geral, as lesões musculares devem-se a métodos de treino incorretos (a), anomalias estruturais (b) e fraqueza dos músculos (c).
a) Os métodos de treino incorretos levam a que não se recupere do treino, posteriormente, de forma adequada. Não se interromper a atividade quando surge algum tipo de dor pode levar ao desenvolvimento de uma lesão muscular.
b) As anomalias estruturais podem aumentar o risco de lesão muscular ao provocarem uma distribuição desigual do esforço pelas várias partes do corpo. Isto acontece, por exemplo, quando corremos em superfícies irregulares ou quando as pernas são desiguais em comprimento, o que leva a que se exerça uma força maior sobre a anca e o joelho da perna mais comprida. Um dos fatores biomecânicos que causa a maioria das lesões do pé, da perna e da anca é a excessiva rotação dos pés para dentro depois de entrarem em contacto com o solo.
c) Os músculos, os tendões e os ligamentos rompem-se quando são submetidos a esforços superiores à sua força intrínseca. Por exemplo, podem lesionar-se se forem demasiado fracos ou rígidos para o exercício que se está a tentar praticar. As articulações são mais propensas às lesões quando os músculos e os ligamentos que as sustentam são fracos, como acontece depois de uma entorse. Os ossos que se encontram enfraquecidos pela osteoporose podem fraturar-se mais facilmente.
 
Como prevenir as lesões
  1. As lesões crónicas podem ser prevenidas realizando-se um intervalo de um mínimo de 2 dias entre os períodos de treino intensivo ou alternando os exercícios que forçam diferentes partes do corpo.
  2. Interromper o exercício ao primeiro sinal de dor limita a lesão a essas fibras, permitindo uma recuperação mais rápida.
  3. Os exercícios de fortalecimento ajudam a prevenir as lesões. Devemos exercitar os músculos contra uma maior resistência de forma progressiva, como praticar um desporto cada vez mais intenso.
 
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico de uma lesão é essencialmente clínico e a ecografia e a ressonância magnética são utilizadas como exames complementares à avaliação clínica. Os princípios do tratamento das lesões musculares assentam no método PRICE: proteção, repouso, gelo, compressão e elevação. Os anti-inflamatórios não esteroides ajudam a controlar a dor e a inflamação e a fisioterapia contribuem para o processo de reabilitação. A duração da fisioterapia dependerá do grau de gravidade e complexidade da lesão. As injeções de corticoides na área lesionada ou nos tecidos circundantes aliviam a dor e reduzem o inchaço. Porém, estas injeções podem atrasar o processo de cura, aumentando o risco de lesão do tendão ou da cartilagem.
A cirurgia tem indicações muito específicas.
 
Quando regressar à prática de desporto
Embora o tratamento permita, na maior parte dos casos, uma recuperação eficaz, as consequências deste tipo de lesões podem, por vezes, ser graves e impedir, durante semanas, ou até meses, o regresso à atividade desportiva. A atividade ou o desporto que causou a lesão devem ser evitados até à cura. A substituição por atividades que não forcem a zona lesionada é preferível à inatividade completa, visto que esta causa a perda da massa muscular, da força e da resistência.
 
Aquecimento e arrefecimento
O aquecimento antes de se iniciar qualquer exercício é essencial para prevenir lesões. O aquecimento prepara os músculos para exercícios enérgicos. Já o arrefecimento corresponde a uma redução gradual da velocidade antes de se interromper o exercício e evita as tonturas ao manter a circulação sanguínea. Quando se interrompe bruscamente um exercício enérgico, o sangue pode acumular-se nas veias das pernas, reduzindo momentaneamente a irrigação cerebral e provocando tonturas ou desmaio. O arrefecimento também ajuda a eliminar resíduos (como o ácido lático) dos músculos.
 
Outros cuidados a ter para prevenir lesões
Os exercícios de alongamento não parecem prevenir as lesões mas permitem alongar os músculos de forma a que estes se possam contrair mais eficazmente e funcionar melhor. O uso de equipamento adequado a cada modalidade/atividade é essencial na prevenção de lesões musculares e dos tendões.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

TRAVE A QUEDA DE CABELO

Os fatores que podem originar a queda de cabelo, como preveni-la e quando consultar o dermatologista.

 
São muitas as causas para que nos caia mais cabelo durante um determinado período do ano: estarmos mais preocupados ou cansados, uma alimentação desequilibrada, a toma de determinados medicamentos, cirurgias, alterações do couro cabeludo e, no caso específico da mulher, o parto. No entanto, existe uma maior queda de cabelo fisiológica, não considerada como doença, que pode ocorrer na sequência de alterações climáticas. Sabia que 70% das pessoas têm um aumento do número de cabelos que caem durante os meses de outono?

Porquê no outono?
O crescimento e a queda do cabelo, que resultam da oscilação entre as várias fases do ciclo de cada folículo, são influenciados pela exposição à luz solar. A hipófise detecta o aumento de exposição solar e desencadeia a variação da produção de hormonas, como a melatonina e a prolactina. Como consequência, uma maior percentagem de folículos pilosos entra em fase de queda que culmina com a perda de grande número de hastes pilares (cabelos) cerca de 3 meses mais tarde, por volta do outono.

Normal ou demasiado?
A queda de cerca de 100 cabelos diários é normal. Tomar consciência deste facto deve ser, por si só, tranquilizador. No entanto, existem algumas recomendações que ajudam a prevenir a perda de cabelo.

Prevenir a queda de cabelo
Devemos manter um estilo de vida saudável e, sobretudo, ter uma dieta equilibrada – quando não é o caso podemos recorrer à toma de alguns suplementos nutricionais.

Lavar, secar e pintar
As lavagens diárias não são desaconselhadas, mas o secador deve ser usado a uma temperatura não muito alta e a uma distância mínima de 30cm do cabelo. Não se deve puxar o cabelo demasiado durante a secagem. Deve-se evitar pintar o cabelo mais do que uma vez por mês e não é aconselhável fazê-lo na mesma ida em que se desfrisa ou frisa o cabelo.

Cortar o cabelo evita que caia?
Cortar mais vezes o cabelo não o torna mais forte. A ilusão de que os cabelos ficam mais fortes deve-se a dois factos: o cabelo mais curto não encosta tanto ao couro cabeludo, criando uma ilusão de volume; muitas vezes o que se corta são pontas partidas e espigadas, o que dá ao cabelo um aspecto mais regular e de maior densidade.

Quando consultar um médico dermatologista
Se a queda de cabelo persistir num nível acima do que é habitual consulte um dermatologista para se excluir a presença de doença. A maioria das doenças que afectam o cabelo fazem-no de duas formas principais: 
  1. Por interferência no ciclo do cabelo. É fácil de entender que se um factor externo (stress, parto, alimentação desequilibrada, medicamentos, cirurgias, etc.) fizer com que um grande número de cabelos entre, em simultâneo, na fase do ciclo em que se solta o cabelo, isso terá como consequência a maior queda de cabelo ao pentear e lavar e, dependendo da intensidade e duração do fenómeno, menos cabelo no couro cabeludo.
  2. Lesão da parte do folículo onde existem as células pluripotenciais capazes de regenerá-lo. Isto ocorre numa série de doenças inflamatórias que afectam o couro cabeludo mas também na calvície comum, na qual os fenómenos de inflamação do couro cabeludo, associados a factores genéticos, vão conduzindo à morte das células dos cabelos, tornando-os cada vez mais finos até que desaparecem.

Como tratar a queda de cabelo
Existem diversos tratamentos para a queda de cabelo mas, para que sejam verdadeiramente eficazes, devem ser indicados de acordo o problema encontrado.

Sabia que…
A queda de cabelo nos meses de outono é mais facilmente detectada por quem tem o cabelo comprido, o que explica que, normalmente, as mulheres se apercebam mais da perda de cabelo do que os homens.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

CALÇADO: COMO ESCOLHER O MAIS SEGURO

Evitarem quedas, serem confortáveis... Saiba a que pontos dar atenção quando escolher os seus sapatos.
 
Todos os anos, 1 em cada 3 idosos sofre uma queda, de acordo com o Centers for Disease and Control Prevention (CDC). As consequências dessas quedas são desde moderadas a graves e muito graves.
Na origem das quedas dos seniores encontra-se uma variedade de causas em que se incluem a diminuição da visão, capacidade de equilíbrio e de coordenação, algumas doenças e toma de determinados medicamentos, entre outros factores. O uso de sapatos inadequados também pode ser um dos responsáveis, sabia?

Sapatos e quedas
É frequente ouvirem-se recomendações no sentido de as pessoas com mais de 65 anos usarem sapatos resistentes e/ou com solas de borracha para prevenir quedas e eventuais consequências destas. No entanto, nem todo o calçado deste tipo ajuda a prevenir quedas e, por vezes, estas são causadas pelos próprios sapatos. Um estudo realizado pelo Foot and Ankle Center do Orthopedic Hospital de Los Angeles, apurou 70% dos seniores que participaram no estudo e que tinham sofrido quedas estavam a usar ténis, mocassins ou sapatos estilo oxford.

Como escolher o calçado
Para escolher o calçado mais adequado e seguro, tenha em atenção os 7 conselhos que se seguem:
  1. Evite sapatos com sola lisa em couro ou plástico, que podem deslizar facilmente e aumentar o risco de se escorregar em carpetes, soalho, piso de cerâmica ou superfícies molhadas;
  2. Não use sapatos cuja sola já esteja desgastada;
  3. Em casa, não use chinelos que não se ajustam ao pé e que, por isso, caem facilmente;
  4. Os sapatos que têm a extremidade reforçada em borracha podem prender-se aos tapetes e fazer com que se tropece;
  5. Os sapatos devem proporcionar boa tracção e apoio e serem antiderrapantes;
  6. Os sapatos devem ter atacadores para se poderem ajustar, não ficando largos, mas também para acomodarem eventuais inchaços. Se a pessoa tiver dificuldade em atar os sapatos, deve optar por calçado que tenha elásticos em vez de atacadores e que possam, igualmente, ajustar-se às alterações que o pé sofre;
  7. Quando comprar sapatos, faça-o ao final do dia, altura em que o pé está mais inchado; leve calçadas as meias que usa habitualmente e  não se esqueça de experimentar os sapatos no dois pés. Caminhe um pouco pela loja para assegurar que se sente confortável.

Não se esqueça...
Em casa, retire os tapetes/passadeiras que estejam soltos ou assegure que ficam presos ao solo utilizando fita adesiva.

Aconselhe-se com um especialista
Caminhar diariamente contribui para um estilo de vida saudável. De acordo com a American Podiatric Medical Association, quem tem mais de 65 anos deve escolher, para caminhar, calçado adequado ao seu tipo de pé, que ofereça apoio suficiente, flexibilidade e que tenha boa capacidade amortecedora. Aconselhe-se numa consulta de podologia.

Atenção!
Se tiver a pele dos pés seca, unhas quebradiças, ardor, sensação de formigueiro ou de frio, dormência e descoloração, consulte um especialista.